Após adiamentos, júri popular analisa morte de policial militar em Cuiabá
Na véspera do julgamento, familiares, amigos e colegas de farda do policial militar se reuniram em um ato público para pedir justiça e cobrar a realização do júri, que já havia sido adiado em outras oportunidades.
Acontece nesta segunda-feira (15) o julgamento em júri popular do caso que apura a morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, ocorrida em 2023, dentro de uma loja de conveniência em Cuiabá. O investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira é acusado de ter efetuado os disparos após uma discussão.
Na véspera do julgamento, familiares, amigos e colegas de farda do policial militar se reuniram em um ato público para pedir justiça e cobrar a realização do júri, que já havia sido adiado em outras oportunidades. O protesto ocorreu no fim da tarde deste domingo (14).

O homicídio aconteceu na madrugada de 27 de abril de 2023, em uma conveniência localizada ao lado de um posto de combustíveis, na região da Praça Oito de Abril, na rua Estevão de Mendonça. Câmeras de segurança registraram o momento em que o policial militar e o policial civil estavam sentados à mesa conversando com um terceiro homem. Em determinado momento, após uma troca de palavras, o policial civil teria percebido a arma do militar, pegado o revólver e iniciado uma luta corporal.
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As imagens mostram a discussão evoluindo para agressões físicas, com os dois caindo ao chão. Mesmo ferido, o policial militar ainda tentou se afastar, mas acabou sendo alvejado. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital particular, porém não resistiu aos ferimentos.
A defesa do acusado sustenta que os disparos ocorreram em uma situação de suposta legítima defesa, alegando que o policial civil acreditou que poderia ser morto durante a briga.
Do lado da família da vítima, o clima é de indignação e sofrimento prolongado. Parentes relatam que o julgamento foi remarcado ao menos três vezes desde o crime e afirmam que a demora agravou o abalo emocional dos familiares.

Thiago de Souza Ruiz tinha 36 anos e integrava a Polícia Militar desde 2011. À época do crime, ele estava lotado no 7º Batalhão da PM, em Rosário Oeste, vinculado ao 2º Comando Regional.
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