Audiência de músico que matou jornalista é adiada por falta de perícia
Amigo da vítima, que estava no dia do crime, foi ouvido como vítima de tentativa de homicídio
Com previsão de ser ouvido pela Justiça nesta segunda-feira (9), o interrogatório do músico Caio Nascimento, acusado de matar a jornalista Vanessa Ricarte, foi adiado por falta de perícia nos celulares da vítima e do réu. O crime ocorreu em fevereiro de 2025,e m Campo Grande.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o juiz Carlos Alberto Garcete notou, durante análise do processo, que o laudo pericial referentes aos dados extraídos dos aparelhos não havia sido enviado.
Para o magistrado, o conteúdo das conversas é elemento importante para a continuidade da instrução processual. Diante da situação, não foi possível interrogar o músico. O juiz determinou o envio de um ofício ao Gaeco, para que o laudo seja enviado em até cinco dias.
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Assim que o documento for juntado ao processo será marcada uma nova data, para que o réu possa ser ouvido e seja dada sequência à fase final da instrução.
Ainda nesta segunda-feira (9), o amigo de Vanessa, que também estava na casa no dia do crime, foi ouvido em juízo como vítima, uma vez que o réu também responde pelo crime de tentativa de homicídio.
Até o momento, não há uma data marcada para o julgamento de Caio, que segue à disposição da Justiça em um presídio da cidade.

O caso
Vanessa foi esfaqueada pelo ex-namorado Caio Nascimento. Ela chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O músico foi preso no mesmo dia e, desde então, segue aguardando julgamento.
De acordo com o Tribunal de Justiça, a quantidade de recursos é o motivo da lentidão no processo.
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- Denúncias: ligue para o número 180. O serviço de atendimento é sigiloso e oferece orientações para denúncias sobre violência contra mulheres. O telefonema pode ser feito em qualquer horário, todos os dias. Também é disponível um WhatsApp – (61) 9610-0180;
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Em Mato Grosso do Sul, as denúncias de violência de gênero podem ser feitas de maneira on-line. Clique aqui e faça a denúncia.
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