Bernal pede audiência virtual para evitar presença dos familiares de servidor assassinado
A audiência do dia 26 será destinada às testemunhas de acusação e a do dia 27 de maio, serão ouvidas as testemunhas de defesa
A defesa do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, acusado de matar o servidor público Roberto Carlos Mazzini, pediu à Justiça para que ele participe por videoconferência da audiência marcada para o próximo dia 26 de maio, evitando estar no mesmo ambiente que familiares da vítima.

No documento protocolado nesta quarta-feira (20), os advogados afirmam que o pedido ocorre “com o fito de evitar o deslocamento do acusado em duas datas distintas para as audiências” e também citam “a já noticiada fragilidade no seu estado de saúde”. A defesa ainda destaca que, na primeira audiência, haverá “oitiva nessa data de familiares da vítima”.
O pedido foi encaminhado à 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande e solicita autorização para que Bernal acompanhe a audiência virtualmente “junto ao estabelecimento penal que se encontra segregado, através do aplicativo Microsoft Teams”.
A audiência do dia 26 será destinada às testemunhas de acusação. Já no dia 27 de maio, quando serão ouvidas as testemunhas de defesa e realizado o interrogatório do acusado, a defesa afirma que Bernal deverá participar presencialmente.
No mesmo requerimento, os advogados também pedem que testemunhas de defesa sejam ouvidas por videoconferência.
Manteve acusações
No despacho publicado no dia 7 de maio, Garcete também impôs nova derrota judicial ao ex-prefeito. A defesa alegou falta de provas em relação à acusação de violação de domicílio na residência localizada na Rua Antônio Maria Coelho, onde ocorreu o crime, sustentando que o imóvel pertencia a Bernal. O juiz, entretanto, manteve a acusação. Segundo ele, o imóvel pertencia à Caixa Econômica Federal e à vítima, e não ao réu, que havia perdido a propriedade devido ao atraso no pagamento das parcelas do financiamento.
A defesa também tentou afastar a acusação de porte ilegal de arma de fogo. No entanto, o magistrado entendeu que as condutas de receber e portar a arma sem registro válido são independentes e devem ser analisadas pela Justiça.
O crime
O crime pelo qual Bernal é réu ocorreu em uma mansão localizada na Rua Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. O imóvel havia pertencido ao ex-prefeito, mas foi levado a leilão e posteriormente adquirido por Roberto Carlos Mazzini.
No dia do assassinato, em 24 de março, Mazzini e um chaveiro estavam no imóvel quando foram surpreendidos por Bernal. O ex-prefeito teria atingido o servidor com dois tiros e fugido sem prestar socorro. Horas depois, ele se apresentou às autoridades.
Desde então, Bernal permanece preso e responde pelos crimes de invasão de domicílio, porte ilegal de arma de fogo e homicídio qualificado.
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