Briga por cães que terminou em morte avança na Justiça após 5 anos

Lincoln Marcio D'Elia, de 41 anos, responde às acusações em liberdade

Cinco anos após assassinar o estudante Luiz Henrique de Souza Barbarotti, de 20 anos, em um discussão motivada por cachorros o motorista de caminhão Lincoln Marcio D’Elia, de 41 anos, vai sentar no banco dos réus. O crime ocorreu na noite do dia 22 de março de 2018, na rua do Seminário, no Jardim Seminário.

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Luiz Henrique de Souza Barbarotti, morto aos 20 anos. (Foto: Facebook)

Conforme a denúncia, a confusão começou na rua 2 de outubro, quando a vítima e três amigos passavam próximo à residência de Lincoln, com dois cachorros, na região da Orla Morena. Um cão da raça pitbull escapou da casa do acusado e avançou contra os amigos. Um dos rapazes chegou a ser mordido na perna pelo pitbull.

Os animais começaram a brigar e, para separar, os rapazes empurraram e chutaram o cão do desconhecido. Lincoln não gostou da atitude e junto de um amigo, começou a brigar com as vítimas. Em determinado momento os ânimos se acalmaram, Luiz e os amigos deixaram o local, mas quatro quadras à frente eles foram alcançados por Lincoln e outros dois suspeitos em um veículo.

Teve início uma nova briga e, em meio à desavença, o acusado acertou um tiro nas costas de Luiz Henrique. Mesmo ferido, o estudante ainda saiu correndo, mas caiu a cerca de 80 metros do local, na rua do Seminário. O atirador ainda deu uma coronhada na cabeça de um dos amigos do jovem de 20 anos.

Em depoimento à polícia e também em juízo, Lincoln admitiu ter efetuado “2 ou 3 disparos” afirmando que queria apenas “afugentar as vítimas”.

Por fim, o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) pediu a condenação do acusado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima.

O órgão também denunciou o acusado por porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal e vias de fato contra dois dos amigos de Luiz Henrique. O processo, entretanto, pouco avançou nos últimos cinco anos e Lincoln responde às acusações em liberdade.

Ao analisar a denúncia, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, acatou aos pedidos do MPMS e determinou que Lincoln vá a julgamento. A data em que o motorista vai sentar no banco dos réus, entretanto, ainda não foi definida.

Até lá o acusado pode ser seguir em liberdade, já que estão ausentes, “ao menos no presente momento, os requisitos da prisão preventiva”, pontuou o juiz.

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