CAC que matou mulher depois de churrasco é condenado a 31 anos de prisão
Cristian Angrey Alves Vicente também foi condenado pela tentativa de homicídio contra Denilson Pereira dos Santos, que ultrapassou seu carro após ele cometer o crime
O CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), Cristian Angrey Alves Vicente, foi condenado a 31 anos de prisão pelo feminicídio praticado contra a ex-mulher, Danrlaine dos Santos Ramos e também por uma tentativa de homicídio contra Denilson Pereira dos Santos, que apenas ultrapassou seu carro durante a fuga após o crime.
Os crimes ocorreram no município de Confresa, a 1160 km de Cuiabá.

(Foto: PJC-MT/Ilustrativa)
Denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Cristian foi condenado na última sexta-feira (17) e não poderá recorrer da sentença em liberdade.
Conforme a denúncia, os crimes aconteceram no dia 6 de agosto de 2023, após um churrasco. A vítima, Danrlaine dos Santos Ramos, com quem Cristian tinha um relacionamento amoroso, foi atingida por disparo de arma de fogo na região da garganta, dentro de um veículo, por volta das 18h30.
De acordo com a investigação, o relacionamento dos dois foi marcado pelo controle excessivo e sentimento de posse do homem. A vítima deixou três filhos órfãos.
Segundo o Ministério Público, duas horas após o crime, também em via pública, Cristian tentou matar Denilson Pereira dos Santos, após a vítima ter ultrapassado o seu veículo.
Trecho da denúncia afirma ainda que o homem apenas não morreu pois conseguiu fugir, foi socorrido e encaminhado para o hospital.
No dia do crime, Cristian Angrey foi encontrado pelos policiais depois de cair com o veículo em uma valeta da lavoura próximo a um armazém de grãos da cidade.
Decisão
Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese defendida pelo Ministério Público de que o homicídio foi cometido com as qualificadoras do feminicídio, motivo fútil, com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima e com o emprego de arma de fogo de uso restrito. À tentativa de homicídio também foram aplicadas as qualificadoras utilização de arma de fogo de uso restrito e motivo fútil.
Além dos crimes, Cristian respondeu por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
De acordo com o MP em mais de uma oportunidade, o réu portou uma pistola, marca Tauros, com 13 munições intactas e duas deflagradas, em desacordo com determinação regulamentar, já que embora fosse CAC, ele estava fora da rota do treinamento.
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