“Capetinha” é condenado a 25 anos de prisão por morte em tribunal do crime
Outros quatro suspeitos foram absolvidos do crime
Sidnei Jesus Rerostuk, o “Capetinha”, foi condenado a 25 anos de prisão por matar e esquartejar Sandro Lucas de Oliveira, o Alemãozinho. Aos 29 anos, ele foi julgado pelo crime nessa quarta-feira (8) e foi o único de cinco acusados a ser sentenciado pela execução que aconteceu em dezembro de 2019, no conhecido “tribunal do crime”.

Além de “Capetinha”, Eder de Barros Vieira, conhecido como “Mistério”, também foi julgado pelo crime, mas acabou inocentando pelo Conselho de Sentença. Outros três suspeitos de envolvimento no crime já foram ao bando dos réus pelo mesmo crime, mas também foram absolvidos pelos jurados do Tribunal do Júri de Campo Grande, no dia 13 de abril.
Apesar de absolvidos do homicídio, os outros réus acabaram condenados pelos crimes de organização criminosa e cárcere privado. Rafael Aquino de Queiróz, o “Professor” foi sentenciado a cinco anos de reclusão. Adson Vitor da Silva Faria, o “Ladrão de Almas”, e Eliezer Nunes Romero, o “Maldade”, tiveram redução de três meses na pena porque eram menores quando cometeram os crimes. Pegaram quatro anos e seis meses cada.
O crime
Alemãozinho desapareceu no dia 8 de dezembro de 2019.
Com as investigações, ficou comprovado que o rapaz foi mais um sentenciado à morte pelo “tribunal do crime”, as sessões de justiçamento perpetradas por uma facção paulista, que age dentro e fora dos presídios, tornadas comuns nos últimos anos, até com gravação em vídeo de cenas cheias de sangue.
Sandro Lucas, foi “condenado” a morte apenas por vender drogas a facção rival. Ele estava em liberdade condicional, justamente pelo crime de tráfico de drogas.
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Julgamento
O promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos foi o respondeu pela acusação e no plenário pediu a condenação dos dois homens por homicídio qualificado, mas considerou que apenas Sidnei era culpado por ocultar o cadáver de Sandro. O rapaz foi esquartejado e jogado em um córrego da Capital. Apenas partes do corpo foram encontradas.
Enquanto isso, a defesa de ambos pediu pela absolvição. A advogado de Eder defendeu a insuficiência de provas da autoria do crime e afirmou que o cliente sempre negou o crime. Já o defensor público Rodrigo Antônio Stochiero Silva pediu a absolvição de “Capetinha” ou pelo menos, a exclusão das qualificadoras no crime de homicídio.
O Conselho de Sentença absolveu Eder, assim como fez com os outros três acusados do crime. Sidnei, no entanto, foi condenado por todos os crimes: homicídio qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado e organização criminosa.
Diante da decisão, o juiz Aluízio Perreira dos Santos definiu pena de 18 anos de reclusão pelo assassinato, quatro anos pelo crime de organização criminosa, dois anos por ocultação de cadáver e mais um ano por ser reincidente. Com isso, a sentença somou 25 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de “Alemãozinho”.
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