Caso Júlia Vitória: idoso suspeito de ajudar a esconder corpo é solto pela Justiça em Tapurah

Hedio Antonio Machado, de 66, foi preso junto com Alair Ferreira Lima, de 75 anos, suspeitos pela morte de Júlia Vitória, de 20 anos.

Hedio Antônio Machado, de 66 anos, que havia sido preso por ajudar a ocultar o corpo de Júlia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, foi solto e responderá pelo crime em liberdade. O suspeito havia sido preso junto de outro homem pelo feminicídio da jovem, no dia 10 de abril deste ano, no município de Tapurah (MT).

A informação foi confirmada pela assessoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ele responderá por tentativa de ocultação de cadáver ao tentar colocar o corpo da jovem dentro de um carro.

JULIA VITÓRIA DO PRADO DA SILVA
Júlia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, foi morta a golpes de pé de cabra e de facão. – Foto: Reprodução

Além dele responde ao processo também Alair Ferreira de Lima, de 75 anos. Ambos tiveram a prisão preventiva decretada. Ele é apontado como principal suspeito do crime e confessou o assassinato.

Suspeitos pretendiam jogar corpo em rio

Júlia Vitória foi assassinada com golpes de pé de cabra e facão na noite de 10 de abril deste ano, no bairro São Cristóvão, no município de Tapurah.

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Alair Ferreira Lima, de 75 anos, e Hedio Antonio Machado, de 66, respectivamente, suspeitos pela morte de Júlia Vitória em Tapurah. – Foto: Reprodução

De acordo com a Polícia Militar, no quintal do imóvel, Alair Ferreira de Lima foi localizado em estado de nervosismo e segurando um facão em mãos, tem sido imobilizado pelos militares. Em seguida, os policiais encontraram o corpo da vítima próximo ao veículo do suspeito, que estava com o porta-malas aberto.

A cena indicava que o homem tentava retirar o corpo da casa. Testemunhas contaram ainda, que um segundo envolvido esteve no local para a ocultação do cadáver, mas fugiu antes da chegada da polícia. Após buscas na região, ele foi localizado no centro da cidade e detido.

Delegado Franklin Pereira Alves, da Polícia Civil, fala sobre o caso. – Vídeo: TV Centro América

Segundo a Polícia Civil, Alair confessou ter matado Júlia e indicou onde havia deixado os objetos utilizados no assassinato, dentre eles, um pé de cabra e um facão.

Conforme o delegado Franklin Pereira Alves, o objetivo dos suspeitos era jogar o corpo da vítima no Rio Arinos. Uma bag de areia, encontrada na casa do suspeito, seria usada para colocar a vítima no porta-malas do carro até o rio. 

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