Caso Renato Nery: Justiça marca audiência de PMs envolvidos na morte do advogado
Os acusados são Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso. Eles estão presos no Batalhão de Ronda Ostensivas Tático Móvel (Rotam) em Cuiabá.
A Justiça Militar de Mato Grosso marcou para o dia 12 de dezembro de 2025, a audiência de quatro Policiais Militares envolvidos no assassinato do advogado Renato Nery, em julho de 2024, em Cuiabá. Os acusados são Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso. Eles estão presos no Batalhão de Ronda Ostensivas Tático Móvel (Rotam).

Na decisão do juiz da 11ª Vara Criminal de Cuiabá – Especializada da Justiça Militar, Valter Fabrício Simioni da Silva, a audiência foi remarcada para dezembro, uma vez que, inicialmente, a audiência estava agendada para última sexta-feira (7).
Novos documentos foram anexados ao processo que indicou a necessidade de nova data para a oitiva de testemunhas. O magistrado também determinou que o Ministério Público se manifeste, em até cinco dias, sobre a localização da testemunha Jhuan Maxmiliano de Oliveira Matsuo Soma, que será ouvido no caso.
As testemunhas civis deverão informar telefone e e-mail para o envio do link da videoaudiência, sendo advertidas de que o não comparecimento sem justificativa poderá resultar em multa e condução coercitiva.
O caso
Renato Nery foi executado na frente de seu escritório na Avenida Fernando Corrêa da Costa, no dia 5 de julho de 2024. Os autores do crime estavam em uma motocicleta e fugiram, dando início a uma investigação de alta complexidade.
As primeiras prisões só ocorreram meses depois e as investigações revelaram uma máfia de crimes por encomenda envolvendo policiais militares. Quem pagou pelo crime, segundo a polícia, seria um casal de empresários de Primavera do Leste que está preso desde maio deste ano. A morte supostamente motivada por uma disputa de terras teria custado R$ 200 mil.

A arma usada para matar o advogado Renato Nery foi usada posteriormente em um confronto forjado por PMs
Na cena do confronto informado pelos policiais militares, a perícia identificou que as munições eram de uso de PMs da Rotam.
Diante das suspeitas, a Polícia Civil instaurou um novo inquérito complementar para rastrear a trajetória da arma usada no assassinato do advogado.
As investigações avançaram e a Polícia Civil identificou que o confronto foi forjado e indiciou quatro PMs da Rotam.
O PMs indiciados foram: Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Weckcerlley Benevides e Wailson Alessandro.
No dia 13 de junho de 2025, o Ministério Público de Mato Grosso ofereceu a denúncia contra os quatro PMs.
Os PMs estão presos no Batalhão da Rotam que fica no bairro Dom Aquino, em Cuiabá.
As investigações apontam que os PMs Jackson Pereira e Ícaro Nathan intermediaram o pagamento de R$ 40 mil e forneceram a arma usada no crime.
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