Caso Toni Flor: Justiça marca júri de mulher que mandou matar marido em Cuiabá

Acusada de mandar matar o marido, o empresário Toni Flor, Ana Cláudia Flor vai enfrentar o tribunal do júri no dia 15 de setembro. A decisão é da juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi proferida na última sexta-feira (24).

viúva de Toni Flor
Ana Cláudia confessou que mandou matar o marido Foto: Arquivo pessoal

“Inexistindo diligências a serem realizadas e irregularidades a serem sanadas, dou como preparado o presente processo, ordenando que a pronunciada seja submetida a julgamento pelo E. Tribunal do Júri, cuja sessão designo para o dia 15 de setembro de 2022, às 9h, no Plenário do Tribunal do Júri desta Capital”, determinou a magistrada.

À Justiça, ela confessou ter pago R$ 60 mil para mandar matar o marido.

A mãe de Toni Flor impetrou ação na Justiça pedindo que Ana Cláudia Flor, acusada de ter encomendado a morte do marido, seja declarada indigna a receber a herança deixada por ele, não podendo, portanto, vender quaisquer bens que estejam arrolados no inventário judicial.

O empresário Toni Flor foi assassinado dia 11 de agosto de 2020, quando chegava na academia, em Cuiabá. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
O empresário Toni Flor foi assassinado dia 11 de agosto de 2020, quando chegava na academia, em Cuiabá. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Na ação, a avó representa as três filhas do casal. De acordo com Leonice da Silva Flor, a nora estaria se desfazendo dos bens da família que estão inclusos no inventário em curso. Ana Cláudia teria vendido um carro para comprar outro de modelo mais avançado. No entanto, o veículo novo desapareceu e ela alega que foi roubado no Rio de Janeiro, quando ela foi passar o revéillon na capital fluminense, em 2021.

Entre os bens também um casa em com condomínio fechado na região do bairro Jardim Imperial em Cuiabá. Além de outros presentes no inventário.

O caso

Toni Flor foi atingido por tiros por volta das 7h do dia 11 de agosto de 2020, quando chegava na academia. O MPE afirma que os disparos foram feitos por Igor Espinosa, a mando de Ana Cláudia. Ela teria sido ajudada por Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva para cometer o crime.

Toni e Ana Claudia estavam casados havia 15 anos e tinham três filhas. Conforme as investigações, o casamento estava em crise por causa de relacionamentos extraconjugais da acusada e, alguns dias antes de ser morto, Toni teria anunciado a intenção de se separar.

Leia mais

  1. Toni Flor: juiz mantém Júri Popular de mulher que mandou matar marido

  2. Caso Toni Flor: sogra pede na Justiça que viúva não tenha direito à herança

  3. Justiça mantém prisão de viúva acusada de matar Toni Flor e determina que ela vá a júri popular

  4. Caso Toni Flor: viúva confessa que mandou matar marido por R$ 60 mil

O assassinato foi cometido, segundo o MPE, porque a mulher não aceitava se separar e queria todos os bens do casal. Ela pediu ajuda à manicure e amiga Ediane Aparecida da Cruz Silva para procurar alguém para executar o crime. A manicure entrou em contato com Wellington Honorio Albino que, com ajuda de Dieliton Mota da Silva, “terceirizou” o assassinato, propondo que fosse cometido por Igor Espinosa, que aceitou a “tarefa”, diz a denúncia do MPMT.

O crime foi encomendado por R$ 60 mil e teria sido combinado por uma videoconferência. A mulher do empresário, porém, teria repassado somente R$ 20 mil. Já Igor Espinosa teria gasto todo o dinheiro em festas no Rio de Janeiro.

Ana Cláudia e outras duas pessoas foram presas no dia 19 de agosto em Cuiabá, durante a Operação Capciosa, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Já Igor Espinosa foi preso no dia 11 do mesmo mês, enquanto a manicure, no dia 27 de agosto.

FALE COM O PRIMEIRA PÁGINA

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso, clique aqui. Curta o nosso Facebook e siga a gente no Instagram.