CNJ abre mais um processo contra juiz de MS aposentado por corrupção

Aldo já respondeu a dois processos disciplinares anteriores recebendo a pena máxima em ambos e sendo aposentado compulsoriamente

Aposentado compulsoriamente por corrupção, o juiz Aldo Ferreira da Silva vai responder a mais um processo disciplinar aberto pelo CNJ (conselho nacional de justiça), por recebimento de propina. Dessa vez o juiz se envolveu em um escândalo por um suposto recebimento de 100 mil reais depositado em contas de advogados. As investigações tinham sido arquivadas pelo tribunal de justiça, mas foram reabertas.

Juiz está afastado há três anos do cargo. (Foto: Reprodução TVMORENA).
Juiz está afastado há três anos do cargo, antes da aposentadoria (Foto: Reprodução TV Morena).

Conselheiros do CNJ entenderam que não houve prescrição do fato e que há fortes indícios de mais um ato de corrupção. O relator do processo, Giovanni Olsson, lembrou que Aldo já respondeu a dois processos disciplinares anteriores recebendo a pena máxima em ambos, sendo aposentado compulsoriamente.

Além disso, há ainda uma ação penal em curso no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

A reportagem não conseguiu contato com o advogado de defesa do Juiz aposentado.

Aposentadoria

O magistrado Aldo Ferreira da Silva Júnior é ex-titular da 5ª vara cível de Campo Grande e foi aposentado compulsoriamente em fevereiro de 2022.

Ele foi acusado de corrupção e recebimento de propinas em processos de inventários e liberação de precatórios e foi alvo de cinco ações penais por crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e mais três processos por improbidade administrativa na área civil.

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