Com R$ 2,6 milhões em dívidas, Favo de Mel inicia processo de recuperação judicial
Com a decisão, o patrimônio do grupo fica protegido por seis meses, período no qual credores não podem promover cobranças ou ações de execução.
O Grupo Favo de Mel, tradicional no comércio de alimentos e bebidas em Chapada dos Guimarães, recebeu autorização da Justiça para iniciar o processo de recuperação judicial e renegociar dívidas que somam R$ 2,6 milhões. A decisão é do juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, e foi publicada nesta segunda-feira (10).
A medida beneficia as empresas Melquiades de Souza-ME e Mercearia Favo de Mel – EPP, que compõem o grupo empresarial. De acordo com a vistoria realizada pelo administrador judicial, a operação segue ativa e viável, o que permite a continuidade das atividades durante o processo de reestruturação.

Com a decisão, o patrimônio do grupo fica protegido por seis meses, período no qual credores não podem promover cobranças ou ações de execução. O grupo terá 60 dias para apresentar o plano de recuperação, que deverá detalhar as formas de pagamento e os ajustes operacionais necessários para reequilibrar as contas.
Crise agravada por fatores econômicos e estruturais
O pedido foi protocolado em fevereiro. Na solicitação, o Grupo Favo de Mel atribuiu as dificuldades financeiras a um conjunto de fatores, entre eles:
- impactos prolongados da pandemia de COVID-19;
- alta da taxa Selic, que encareceu o crédito;
- aumento dos custos operacionais e da inflação;
- problemas logísticos causados pela situação da MT-251 (Portão do Inferno);
- queda no fluxo de turistas em Chapada dos Guimarães;
- reformas prolongadas em áreas centrais do município, que afetaram o movimento do comércio.
O juiz reconheceu que o grupo cumpriu todas as exigências legais para acesso à recuperação judicial, incluindo documentação completa, demonstrações financeiras e comprovação de viabilidade econômica.
Próximos passos
Agora, o Grupo Favo de Mel deve negociar com credores e definir as condições do plano de reestruturação. O avanço dessas negociações pode impactar diretamente o comércio local, especialmente o setor varejista de Chapada dos Guimarães, onde o grupo atua há anos.
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