Cunhado que engravidou Marielly e enfermeiro responsável por aborto serão julgados após 11 anos
Após 11 anos, o cunhado que engravidou Marielly Barbosa Rodrigues e o enfermeiro responsável pelo aborto que terminou na morte dela serão julgados. Hugleice da Silva e Jodimar Ximenes Gomes sentarão no banco dos réus na manhã do dia 15 de setembro, em Sidrolândia. Jodimar e Hugleice foram denunciados por provocar aborto com consentimento da […]
Após 11 anos, o cunhado que engravidou Marielly Barbosa Rodrigues e o enfermeiro responsável pelo aborto que terminou na morte dela serão julgados. Hugleice da Silva e Jodimar Ximenes Gomes sentarão no banco dos réus na manhã do dia 15 de setembro, em Sidrolândia.

Jodimar e Hugleice foram denunciados por provocar aborto com consentimento da gestante e por ocultação de cadáver. Os crimes são qualificados, ou seja, com pena aumentada porque resultaram na morte de Marielly, à época com 19 anos.
A Justiça já havia determinado que eles seriam submetidos ao Tribunal do Júri em julho de 2020, mas a data para o julgamento só foi designada recentemente pela juíza Silvia Eliane Tedardi da Silva.
“Não há processos conclusos de acusados presos aguardando julgamento, de modo que, em tais casos, a lei determina que seja observada a ordem de processos pronunciados há mais tempo”, declarou a magistrada em seu despacho.
Caso Marielly
O desaparecimento e morte de Marielly geraram muita comoção à época dos fatos. A jovem desapareceu no dia 21 de maio de 2011. O corpo dela foi encontrado no dia 11 de junho daquele ano em um canavial em Sidrolândia.
Após investigações a polícia conseguiu desvendar as circunstâncias da morte de Marielly. O cunhado Hugleice , que até “auxiliava” as polícias nas buscas, havia tido um relacionamento amoroso com a jovem. Ela engravidou dele e os dois decidiram pelo aborto.
Conforme a polícia, Hugleice pagou R$ 500 para o enfermeiro Jodimar realizar o aborto. Após o procedimento, Marielly passou mal e morreu. Os dois então colocaram o corpo da jovem em uma caminhonete e abandonaram em um canavial localizado em estrada vicinal próximo a MS-162, em Sidrolândia.
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