Defesa de viúva que confessou mandar matar marido pede prisão domiciliar
Defesa também diz que juiz foi omisso ao determinar júri popular aos réus
A defesa de Ana Claudia Flor impetrou um novo pedido de prisão domiciliar alegando “razões humanitárias”. No embargo de declaração, proposto nesta quarta-feira (20), o advogado Jorge Godoy acusa o juiz Flávio Miraglia, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, de omissão.

A acusação de omissão se deu porque no início desta semana, o magistrado determinou que todos os réus sejam submetidos a júri popular. Na mesma decisão, o juiz também recusou o relaxamento da prisão dos acusados, com exceção de Sandro Lúcio, que responde por falso testemunho, e está em liberdade.
A empresária Ana Cláudia Flor confessou à Justiça que pagou R$ 60 mil para que o marido fosse morto. Toni Flor foi assassinado quando chegava na academia, no bairro Santa Marta, em Cuiabá, em 11 de agosto de 2020.
No recurso, a defesa pediu também que o juiz considerasse os problemas psicológicos apresentados pela filha mais velha do casal e solicita que menina passe por uma análise psicossocial conduzida pela equipe do Fórum da capital.
“A omissão não seria somente relativa, ou incompleta, mas, omissa totalmente – absoluta – pois no acórdão não houve pronunciamento sobre os pontos trazidos no Recurso de Apelação, e que deveria ter sido pronunciado, porquanto a matéria, de relevância inconteste, mesmo tendo sido apresentadas nas razões de apelação da defesa”, diz trecho do recurso.

Após as audiências de instrução realizadas no final de fevereiro, a defesa entrou com os memoriais finais de sua cliente. E, no início de março já havia feito um pedido de prisão domiciliar que ainda não teria sido analisado. Na época, o advogado pediu que o caso fosse analisado em caráter de urgência.
Pela morte de Toni Flor foram denunciados Ana Claudia de Souza Oliveira (mandante), Igor Espinosa (executor), Wellington Honoria Albino (contato da mandante para encontrar um executor), Dieliton Mota da Silva (contato da mandante para encontrar um executor), Ediane Aparecida da Cruz Silva (intermediou os contatos e escondeu o crime) e Sandro Lucio (acusado de afirmação falsa mediante suborno).
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