Defesa volta a pedir prisão domiciliar após relato de piora na saúde de Bolsonaro

Segundo Carlos Bolsonaro, médicos foram acionados para avaliar Bolsonaro, após a intensificação de sintomas como crises persistentes de soluço, azia constante e episódios frequentes de vômito.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal um novo pedido de prisão domiciliar humanitária após a família relatar o agravamento do seu estado de saúde dentro da prisão, onde ele cumpre pena desde novembro. A informação foi repassada pelo filho do liberal, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, neste domingo (11).

De acordo com ele, médicos foram acionados para avaliar o ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após a intensificação de sintomas como crises persistentes de soluço, azia constante e episódios frequentes de vômito, que estariam prejudicando sua alimentação e seu descanso.

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Relato de vômitos e abalo psicológico embasa pedido de domiciliar para Bolsonaro. — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo.

O ex-parlamentar afirmou nas redes sociais que o médico que acompanha Bolsonaro foi chamado à unidade prisional diante da evolução do quadro clínico. Segundo ele, além dos problemas físicos, o ex-presidente enfrenta um forte abalo psicológico, agravado pelo isolamento, já que estaria, de acordo com o relato, em cela individual.

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Na mesma manifestação pública, Carlos Bolsonaro informou que os advogados do ex-presidente ingressaram com um novo pedido de prisão domiciliar com fundamento humanitário.

Carlos também divulgou uma imagem que, segundo ele, mostra Jair Bolsonaro durante uma crise de vômito. O ex-vereador atribui o quadro de saúde a sequelas decorrentes da facada sofrida pelo então candidato à Presidência da República em 2018, durante a campanha eleitoral.

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Jair Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses, determinada pelo Supremo Tribunal Federal, em razão de seu envolvimento na tentativa de ruptura institucional investigada pela Corte.

A equipe jurídica do ex-presidente aguarda agora uma manifestação do STF sobre o pedido de conversão da prisão em regime domiciliar, enquanto afirma que seguirá apresentando novos laudos e relatórios médicos para sustentar a solicitação.

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