Delegado e outros 5 são absolvidos por corrupção em ação da Omertà
Decisão é do juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande
Seis presos na operação Omertà tiveram uma vitória na Justiça nesta quarta-feira (15). O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, absolveu o delegado Márcio Shiro Obara, Fahd Jamil e o filho Flávio Correia Jamil Georges, Jamil Name Filho – o “Jamilzinho” – e o ex-guarda Marcelo Rios pelos crimes de corrupção passiva e ativa.

Obara e o investigador da Polícia Civil Célio Rodrigues Monteiro ainda foram absolvidos do crime de lavagem de capitais na mesma ação. Consequentemente, os dois tiveram todas as medidas cautelares relacionadas às acusações revogadas.
O Gaeco (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) havia pedido à justiça a condenação e perda da função pública para o delegado e Célio Rodrigues.
Com exceção de Marcelo Rios e o investigador, os outros quatro citados (Obara, Fahd, Flávio e Jamil Filho) também foram livres das acusações por obstrução de Justiça. Ainda conforme a decisão, apesar da absolvição, Jamilzinho, Flávio e o ex-guarda Marcelo Rios devem continuar presos pois os efeitos das ordens de prisão do trio ainda estão vigentes.
“Motivo pelo qual deixo de determinar a expedição de alvará de soltura”, pontuou o juiz.
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Alvos da Omertà
O delegado e o investigador Célio Rodrigues foram alvos da 3° fase da Operação Omertà. Para o Gaeco o delegado teria agido contra a própria profissão ao supostamente proteger os mandantes dos assassinatos do policial militar Ilson Martins Figueiredo e de Alberto Aparecido Roberto Nogueira o “Betão”.
Durante o tempo que foi delegado titular da Delegacia de Homicídios, Obara teria aceitado propina, devolvido provas sem qualquer tipo de perícia ou cópia, ter coagido colegas e tentado, de todas as maneiras, para proteger as famílias Name e Jamil Georges, chefes dos dois maiores grupos criminosos de Mato Grosso do Sul.
Obara, com ajuda de Celio, teria ocultado provas de todo o esquema de assassinatos para impedir a descoberta dos mandantes, acusou o Gaeco. Em tronca, teria recebido dinheiro e repassado valores para o investigador da sua delegacia, que também estava envolvido com o grupo criminoso.
Justamente por isso, os promotores que atuaram na Omertà pediram pela condenação de todos do delegado, do policial civil, do ex-guarda municipal Marcelo Rios e dos quatro chefes dos grupos.
Clique aqui e confira quais são todos os condenados na Operação Omertà.
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