Desembargador pede exoneração três anos após assumir o cargo no TJMS
Ary Raghiant Neto informou que vai retornar à advocacia após o período na magistratura
Após passar 3 anos e 4 meses como desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Ary Raghiant Neto, pediu exoneração do cargo para voltar ao ofício de advogado. A decisão foi publicada no Diário de Justiça desta terça-feira (10) e passará a valer a partir do dia 27 de março.

O magistrado ingressou no cargo do judiciário pela vaga do Quinto Constitucional, destinada à advocacia. A posse ocorreu no dia 8 de novembro de 2022.
Nesse período, Ary atuou na Seção Especial Cível e na 3ª Seção Cível, onde foi presidente de 2023 a 2024. Atualmente, integra a 1ª Seção Cível e preside a 2ª Câmara Cível, além de fazer parte do Tribunal Pleno.
À coluna Política de Primeira, do Primeira Página, o desembargador já havia adiantado os motivos que o fizeram retornar à advocacia, na qual atuou por mais de 30 anos.
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“Vejo muitas oportunidades para a minha área, tributária, com os desafios que a Reforma Tributária – que entrou em vigor, de forma gradativa este ano – vai demandar”, explica Raghiant. Com mais de 30 anos de advocacia, pesou também na decisão as recentes mudanças da Reforma da Previdência, que limitou o valor da aposentadoria ao teto do INSS para todos os trabalhadores, tanto do setor privado como do público.
Com a saída de Raghiant, a vaga disponível pelo Quinto Constitucional estará aberta e deverá seguir o procedimento previsto para escolha de um novo integrante do judiciário sul-mato-grossense, a partir do dia 27 de março.
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