É como sepultá-la novamente, diz pai de Sophia horas após julgamento
O júri do caso ocorreu nesta quarta e quinta-feira, dias 4 e 5 de dezembro, após quase dois anos do assassinato da garotinha
Apesar do alívio diante das penas aplicadas à Stephanie de Jesus e Christian Campoçano, mãe e padrasto de Sophia Ocampo, o pai da pequena, Jean Ocampo, resumiu a sensação trazida pelos dois últimos dias: sepulta-lá novamente.

O julgamento do caso ocorreu nesta quarta e quinta-feira, dias 4 e 5 de dezembro, após quase dois anos do assassinato da garotinha, em 26 de janeiro de 2023, quando tinha apenas 2 anos e sete meses.
Uma breve passagem pela terra, marcada por ciclo de violência que justamente abreviou sua existência neste plano. Teve a perna fratura, batida na cabeça que a fez sangrar, agressões rotineiras que a fizeram sucumbir antes mesmo de experimentar tantas coisas na vida.
Nas redes sociais, junto ao marido, Igor Andrade, Jean falou um pouso sobre o turbilhão de sentimentos repassados nas últimas 48 horas.
“Nada nos trará nossa Sophia de volta. A sensação de que essas penas são insuficientes para a dimensão da perda é ensurdecedora, mas acreditamos que este é apenas o início da Justiça que ela merece, mas o principal nos conseguimos, eles serem sentenciados e serem punidos”.
O réu foi condenado a 32 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e contra menor de 14 anos, além de estupro de vulnerável. Da pena, 20 anos são pelo homicídio doloso, quando existe a intenção de matar, por motivo fútil e meio cruel. Os outros 12 anos foram somados pelo estupro de Sophia.
Já a ré foi condenada a 20 anos de prisão por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, contra menor de 14 anos e homicídio doloso por omissão. O júri atendeu todas as teses do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e da assistência de acusação.
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“Ainda estamos perdidos, como se tivéssemos voltado ao dia 28 de janeiro, quando a sepultamos e não sabíamos como continuar. A condenação veio, mas o vazio que ela deixou, será eterno”.
Finalizam garantindo que honrarão para sempre a memória da pequena e “buscando forças para seguir, mesmo com essa dor que não tem fim. É só o começo!”.
Para rever os dois dias de julgamento e detalhes do caso clique aqui.
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