Em luto sem fim, mãe pede em júri reabertura da investigação de morte

Morte de guarda municipal foi registrada como suicídio, porém Terezinha diz que foi assassinato

A morte do filho ocorreu em 2019, mas ainda move dona Terezinha, que hoje foi a primeira a chegar ao Fórum de Campo Grande para acompanhar o julgamento dos réus pelo assassinato do estudante Matheus Xavier, ocorrido há 4 anos.

Fred
Terezinha mostra na tela do próprio celular a foto do filho fardado (Foto Geisy Garnes)

Não, este não era o seu filho, porém pode ajudar a mudar o que se sabe sobre o final da história Fred Brandão, guarda municipal encontrado morto nove dias depois de Matheus, caso tratado pela polícia como suicídio, mas visto por Terezinha Brandão como homicídio.

Vestida de preto pelo luto carregado nesses quatro anos sem o filho, ela acredita que pode chamar atenção da Justiça para reabrir processo que investigou a morte de Fred.

Durante depoimento da delegada Daniela Kades, a mulher, que tem 62 anos, fez pequenas manifestações, mas nada que atrapalhasse o julgamento.

À imprensa disse saber da existência de provas capaz de mudar tudo, substituindo a motivação da morte de suicídio para homicídio. Para ela, o filho foi vítima da organização criminosa levada a júri pela morte de Matheus.

Fred, segundo relatado, tinha contato com Marcelo Rios um dos acusados de matar Matheus e que hoje está sentado no banco dos réus junto a Jamil Name Filho e Vladenilson Olmedo.


“Acabou com minha família. Eu vou vir todos os dias”, disse.


O processo do filho está arquivado porque não houve provas de que de fato seja assassinato.

Mortes

Fred foi encontrado morto em cima da própria cama no dia 20 de abril de 2019 com um tiro na cabeça. Tinha 38 anos e era guarda civil metropolitano de Campo Grande.

A hipótese de queima chegou a ser cogitada, já que o caso ocorreu dias depois do assassinato de Matheus. O guarda teria ligação com a milícia, comandada pela família Name.

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Há exato um ano, no entanto, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu arquivamento e em abril passado foi atendido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, mesmo magistrado que hoje rege o julgamento do trio.

Matheus foi fuzilado no dia 9 de abril de 2019 quando manobrava o carro do pai, ex-capitão da Polícia Militar Roberto Paulo Xavier, verdadeiro alvo dos criminosos.

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