Ex-deputado Neno Razuk tem prisão decretada pela Justiça

Roberto Razulk Filho foi condenado a 15 anos e sete meses de prisão por envolvimento com o jogo do bicho em MS

A Justiça decretou a prisão de Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk. A ordem judicial vem quase sete meses após a condenação do ex-deputado estadual por envolvimento com o jogo do bicho e mais de um mês depois da perda do mandato devido a uma recontagem de votos das eleições de 2022.

Deputado estadual Neno Razuk (PL) (Foto: Wagner Guimarães/Alems)
Deputado estadual Neno Razuk (PL) (Foto: Wagner Guimarães/Alems)

Conforme apurado pela reportagem, a ordem judicial dá início à sentença definida pelo juiz da 4ª Vara Criminal em 15 de dezembro de 2025, dia em que Neno Razuk foi condenado a 15 anos e sete meses de prisão por integrar um grupo criminoso com o objetivo de assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande.

Outras 11 pessoas também foram condenadas pelo mesmo crime.

O processo é fruto das investigações da Operação Successione, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em 2023.

Na decisão, deferida pelo juiz José Henrique Kaster, além dos anos de prisão, Neno foi sentenciado à perda do mandato eletivo e à interdição para exercício de cargo público pelo prazo de oito anos.

Sua saída do cargo foi adiada pelos recursos garantidos por lei e a sua prisão, impedida pela imunidade parlamentar prevista na Constituição.

No entanto, no dia 21 de maio, a recontagem dos votos da eleição de 2022 mudou a configuração da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems): Neno Razuk perdeu a cadeira para João César Mattogrosso e voltou a ser punível.

Além da condenação, Neno Razuk, o pai dele, Roberto Razuk, os irmãos Jorge e Rafael e outras 16 pessoas são réus do processo que nasceu com a 4ª fase da Operação Successione, que foi às ruas em novembro de 2025 e revelou o plano da família para tomar o monopólio do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.

Para a reportagem, o advogado Ricardo Souza Pereira, responsável pela defesa do ex-deputado, afirmou que ainda não teve acesso à decisão e, por isso, não tem como confirmar a ordem judicial.

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