Execução por R$ 200 mil: dois PMs são indiciados pelo assassinato de advogado em Cuiabá
Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira são apontados pelo MP como intermediários da morte de Renato Nery
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ofereceu, no dia 26 de junho, uma nova denúncia contra mais dois policiais militares pelo assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em julho de 2024, em Cuiabá. Os denunciados são os militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira.
Renato Nery foi morto a tiros na frente do próprio escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa. (Foto: reprodução)

A denúncia é por homicídio qualificado, com as circunstâncias de pagamento ou promessa de recompensa, uso de meio que gerou perigo comum, recurso que dificultou a defesa da vítima e idade avançada, além de fraude processual, abuso de autoridade e participação em organização criminosa.
Em maio deste ano, o MPMT já havia denunciado o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira e o montador de móveis Alex Roberto de Queiroz Silva pela participação no mesmo crime.
Segundo a nova denúncia, Jackson Pereira e Ícaro Nathan atuaram em conjunto e integravam uma organização criminosa voltada à execução do homicídio. O MP aponta que ambos participaram do planejamento e da execução do crime que resultou na morte de Renato Nery.
Conforme as investigações, os dois agiram como intermediários em uma cadeia criminosa que culminou na execução da vítima, assassinada por Alex Silva, sob coordenação de Heron Vieira. O crime teria sido motivado por uma promessa de pagamento no valor de R$ 200 mil.
Jackson teria desempenhado o papel de principal intermediário, sendo responsável pela coordenação e pelos pagamentos parciais aos envolvidos. Já Ícaro foi apontado como o responsável por fornecer a arma do crime — uma pistola Glock adaptada para disparos automáticos — além de facilitar a transferência dos valores.
Disputa por terras e motivação
A execução do advogado ocorreu em meio a uma disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras no município de Novo São Joaquim, a 485 km da capital. Renato havia obtido uma vitória significativa no processo, o que teria gerado prejuízos às partes adversárias.
Além disso, o advogado havia apresentado queixa ética contra outros colegas de profissão, acusando-os de operar um “escritório do crime”, com possível envolvimento de um membro do Judiciário.
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