Fã de Taylor Swift ganha R$ 6 mil após show ser adiado no Rio de Janeiro
Evento teve data alterada em cima da hora devido à forte onda de calor que atingia a cidade à época
Um fã de Mato Grosso do Sul, que viajou ao Rio de Janeiro para assistir ao show da cantora norte-americana Taylor Swift, será indenizado em R$ 6 mil após a apresentação ser adiada. O evento estava marcado para novembro de 2023.

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De acordo com a 5ª Câmara Cível do Tribunal, o show seria realizado no estádio Nilton Santos, no dia 18 de novembro. Porém, devido à forte onda de calor que atingia a cidade, bem como a previsão de tempestades e descargas elétricas, precisou ser adiado para o dia 20 de novembro.
Para o desembargador Luiz Antônio Cavassa de Almeida, a falha na prestação de serviço ocorreu pela comunicação tardia da mudança da data, quando os consumidores já haviam se deslocado para o local do evento, enfrentando filas, aglomerações e intenso calor.
À Justiça, a empresa alegou força maior, sustentando que havia adotado medidas para proteger o público. Entretanto, os argumentos foram rejeitados.
Além dos R$ 6 mil por danos morais, foi reconhecido o ressarcimento de R$ 133 pela hospedagem adicional. Já os gastos com alimentação e transporte não foram ressarcidos.
Morte no show
O ano era 2023 e a jovem Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, realizava o sonho de ver a estrela americana Taylor Swift. No dia 17 de novembro daquele ano, a estudante sul-mato-grossense, que à época morava em Rondonópolis (MT), era uma das milhares de fãs que assistiam ao primeiro show da turnê The Eras Tour, no estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro.
Mas, para além do calor que move quem tem um ídolo, como agora, o Brasil enfrentava uma onda histórica de altas temperaturas, com sensação térmica que atingiu a marca de 59,3°C dentro do local do show.
Fato que fez com que a jovem passasse mal ainda nas primeiras músicas do show e desmaiasse na pista do estádio. Ela foi atendida por equipes do evento e encaminhada ao Hospital Municipal Salgado Filho, mas não resistiu e teve a morte confirmada por parada cardiorrespiratória.
O laudo da perícia da Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu posteriormente que a causa da morte foi exaustão térmica motivada por exposição ao calor.
Naquela noite, milhares de fãs relataram condições extremas no Engenhão, incluindo a proibição rigorosa do acesso de garrafas d’água pela organização do evento e a dificuldade para comprar bebidas no local, o que resultou em cerca de mil atendimentos por desidratação no mesmo dia.

A tragédia revoltou fãs, tomou o noticiário nacional e acendeu um debate sobre o dever de cuidado das produtoras em eventos públicos.
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