Festa com drogas e menores de idade leva MC Poze a julgamento em MT
Cantor e outros três réus respondem por associação ao tráfico, corrupção de menores e apologia ao crime após ação policial em festa com cerca de 300 pessoas, em Sorriso, em 2019.
A Justiça de Mato Grosso agendou para os dias 2 e 3 de junho deste ano audiência de instrução e julgamento do funkeiro MC Poze do Rodo e mais 3 réus que respondem a um processo por supostos crimes de associação para o tráfico com participação de crianças e adolescentes, corrupção de menores e apologia ao crime em uma festa em Sorriso (MT), em 2019.
Conforme a decisão, a audiência será no formato online. No dia 2, devem ser ouvidas testemunhas de acusação, enquanto no dia 3, as testemunhas de defesa e os réus.
Além de Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, mais conhecido como MC Poze, também respondem ao processo João Marcelo Alvarenga Dalastra, Fabio de Freitas Fonseca e Juliano Rogério Camargo dos Santos.

O caso
Segundo a denúncia do Ministério Público (MPMT), na madrugada do dia 28 de setembro de 2019, agentes da Polícia Militar se infiltrara no evento “Resenha Prime 2ª Edição”, que era realizado na Boate Lord, em Sorriso. Os militares tinham recebido denúncias de que uma facção criminosa seria responsável pela festa, junto de Mc Poze e organizadores de Cuiabá.

No local havia cerca de 300 pessoas, entre maiores e menores de idade, sendo que todos consumiam bebidas alcoólicas. Foram encontrados 39 papelotes de cocaína, 16 papelotes de maconha, duas porções de pasta base de cocaína junto com os frequentadores. No camarim de Poze a polícia achou um frasco de lança-perfume.
Durante do show, os militares ainda ouviram MC Poze citar frases ligadas à facção, como a música “Tropa do General”, e mencionar por diversas vezes, “para fal” (fuzil). Em dado momento teria dito: “Vou te dar o papo reto, não deixe pra depois. Quem é do Comando Vermelho levanta a mão e faz sinal de dois”.

O inquérito policial apontou ao menos 7 crimes, dentre eles: associação para o tráfico de drogas, crime de tráfico de drogas envolvendo menores, incitação pública à prática de crime, apologia à facção criminosa, associação para o cometimento de crimes, venda de bebida alcoólica a menores, corrupção de menores.
Ao menos 42 adolescentes foram identificados entre os mais de 300 presentes na festa. Na época, o Conselho Tutelar esteve no local para dar reforço a ação policial.
Os suspeitos foram presos e encaminhados ao Centro de Ressocialização de Sorriso (CRS), sendo liberados dias depois ao passar por audiência de custódia.
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