Filho que matou mãe em Várzea Grande é condenado a 16 anos de prisão

O crime, conhecido como matricídio (quando o filho mata a mãe), teve a sentença proferida nessa quarta-feira (12)

Victor Hugo da Silva, 19 anos, foi condenado a 16 anos de prisão por homicídio praticado contra sua mãe, com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, por motivo fútil, pelo emprego de meio cruel e em decorrência do fato de a vítima ser mulher (feminicídio).

O crime foi cometido no dia 1° de agosto de 2022, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá.

A vítima trabalhava no HMC (Hospital Municipal de Cuiabá). (Foto: Reprodução)
A vítima trabalhava no HMC (Hospital Municipal de Cuiabá). (Foto: Reprodução)

O crime, conhecido como matricídio, teve a sentença proferida nessa quarta-feira (12). Os jurados reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia oferecida pelo MPMT (Ministério Público do Estado de Mato Grosso).

Entretanto, o MPMT diz que a dosagem da pena foi inferior ao que se pretendia, já que o crime tem natureza gravíssima. O Ministério Público anunciou que vai recorrer da sentença.

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O crime

Segundo denúncia, no dia do crime Victor Hugo da Silva ingeriu bebida alcoólica durante a tarde toda e no início da noite.

Quando sua mãe voltou do trabalho (ela era enfermeira), os dois e mais uma pessoa, que morava próximo à casa deles, foram até uma distribuidora para comprar mais bebidas.

Ao retornarem, a vítima entrou em sua residência, o vizinho também foi para a sua casa e apenas o réu permaneceu bebendo na calçada.

Segundo as investigações, horas depois o réu entrou em casa e começou a discutir com a sua mãe. A relação dos dois, conforme o MPMT, era conflituosa, devido comportamento que o jovem apresentava.

Após atingir a vítima com golpes de faca no pescoço, Victor Hugo da Silva teria saído de dentro de casa para pedir ajuda aos vizinhos, simulando que a sua casa teria sido invadida.

Entretanto, os policiais verificaram o comportamento agressivo de Victor Hugo. A perícia feita no local também não verificou nenhum sinal da suposta invasão indicada pelo réu. Além disso, não foi constatado nenhum sinal de luta e defesa nas mãos da vítima.

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