Funcionárias denunciam assédio e acobertamento de crimes no Creci-MT
Funcionárias e ex-funcionárias acusam o órgão de práticas abusivas em Cuiabá e de omissão diante de um caso de assédio sexual em Sinop
Graves denúncias de assédio moral e sexual vieram à tona envolvendo o Creci-MT, presidido por Claudecir Roque Contreira. Funcionárias e ex-funcionárias acusam o órgão de práticas abusivas em Cuiabá e de omissão diante de um caso de assédio sexual em Sinop.

As investigações estão sendo conduzidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Polícia Federal, com suspeitas de que os casos tenham sido encobertos durante o período eleitoral para proteger a imagem da instituição.
Em resposta às acusações, o presidente do Creci-MT declarou, por meio de nota oficial, que já adotou as providências cabíveis, incluindo a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar rigorosamente os fatos. Claudecir reafirmou o compromisso da instituição com a transparência e a ética no tratamento das denúncias.
“Assim que tomou conhecimento do caso, que ocorreu somente agora através da denúncia formalizada pela ex-funcionária, o Creci-MT adotou imediatamente as providências cabíveis, instaurando um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar com rigor todas as circunstâncias e responsabilizar eventuais envolvidos”, declarou o presidente.
Ele também destacou que o Creci está dentro do prazo legal para apresentar defesa ao Ministério Público do Trabalho, reiterando que a instituição não compactua com qualquer tipo de assédio.
“Ressaltamos que estamos dentro do prazo legal para manifestação junto ao Ministério Público do Trabalho, onde iremos apresentar a defesa da autarquia, comprovando que esta não compactua e não tolera nenhum caso seja de assédio moral ou sexual”, acrescentou.
A presidência do Creci assegurou que todas as denúncias serão apuradas com seriedade e que as investigações serão conduzidas de forma justa e imparcial.
“Reiteramos que conduziremos a apuração com total seriedade e transparência, assegurando que os fatos sejam investigados de forma justa e imparcial”, concluiu Claudecir na nota oficial.
A assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho em 2022 já havia estabelecido medidas preventivas e de combate ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. No entanto, as recentes denúncias reforçam a necessidade de constante vigilância e fortalecimento das ações institucionais para garantir a proteção dos direitos trabalhistas e a integridade do ambiente organizacional.
Contreira deve pagar multa atualizada no valor de R$ 18,3 mil pelo descumprimento do TAC.
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