Gaeco completa 20 anos de atuação em MS; relembre algumas operações
De delegados até integrantes de quadrilhas, muitos já foram alvo grupo que atua contra organizações criminosas do Estado
O Gaeco ( Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado ) do Ministério Público Estadual completa 20 anos de atuação em Mato Grosso do Sul neste mês. Eles começaram investigando crimes relacionados à comercialização de combustível e atualmente são conhecidos pela repressão aos crimes cometidos por grandes organizações criminosas.

A reportagem do Primeira Página selecionou algumas operações marcantes realizadas pelo grupo este ano. Confira:
Em março, o Gaeco deflagrou a Operação Courrier para neutralizar a atuação de advogados que integravam a “Sintonia dos Gravatas”, célula de uma organização criminosa com atuação denteo e fora dos presídios do país, na qual advogados transmitiam recados de faccionados presos a outros membros da organização criminosa, inclusive referentes a planejamento de atentados.
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Um mês depois, cumpriram novos mandados de busca e apreensão na Operação Sintonia, um desdobramento da Courrier.
Em abril, o Grupo deflagrou a Operação “Codicia”, com o objetivo de desbaratar um grupo criminoso voltado para a prática dos crimes de concussão, peculato, tráfico de drogas e/ou demais delitos correlatos no âmbito das Delegacias de Polícia Civil de Ponta Porã (MS).
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Outra operação marcante foi deflagrada em 2019: a Omertà, deflagrada contra uma milícia armada que agia em Mato Grosso do Sul.
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A história
Conforme as informações divulgadas pela assessoria de imprensa do Gaeco, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul instituiu, em 8 de agosto de 2002, por meio da Resolução nº 013/2002, publicada em 12 de agosto de 2002, durante a gestão do então Procurador-Geral de Justiça, Sérgio Luiz Morelli, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado.
Durante os primeiros anos, os membros designados para atuarem no GAECO/MPMS tinham como objetivo investigar crimes contra a ordem econômica e tributária, em especial os voltados à distribuição e à comercialização de combustível, circunstância motivada pelo assassinato do Promotor Francisco Lins.
Com a efetiva atuação de Procuradores e Promotores de Justiça, em construtiva colaboração com forças policiais e outros setores de segurança pública, o GAECO/MPMS se consagrou como importante ferramenta no enfrentamento de crimes variados praticados por organizações criminosas ou aqueles cujas consequências sociais e econômicas justifiquem a intervenção direta do Ministério Público.
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