Gaeco denuncia 7 investigados por desvio de dinheiro do futebol de MS
Agora, cabe a justiça analisa os argumentos dos promotores e decide se transforma os investigados em réus ou não
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) ofereceu denúncia contra o presidente afastado da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Francisco Cezário de Oliveira, investigado no âmbito da Operação Cartão Vermelho, por chefiar esquema de corrupção no futebol do estado.

Outras seis pessoas que continuam presas preventivamente também foram denunciadas pelos crimes de integrar organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Agora, cabe a Justiça analisar os argumentos dos promotores e decidir se transforma os investigados em réus ou não.
Cinco detidos são parentes de Cezário. Os irmãos Aparecido Alves Pereira, Francisco Carlos Pereira, Valdir Alves Pereira e Umberto Alves Pereira são sobrinhos de Francisco Cezário. Já Marcelo Mitsuo Ezoe Pereira é filho de Umberto. O sétimo preso é Rudson Bogarim Barbosa, gerente de ti da federação.
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De acordo com a denúncia, eles participariam de um esquema que desviava recursos da federação recebidos através de convênios com o governo do estado e repasses da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Segundo as investigações, para despistar as autoridades, foram feitos 1.200 saques de R$ 5 mil reais. O suposto esquema também superfaturava produtos e serviços prestados à federação, entre eles diárias de hotéis.
Um prejuízo total estimado em mais de R$ 6 milhões de reais desde 2018. Em busca e apreensão realizadas em endereços relacionados aos investigados, foram apreendidos R$ 800 mil em dinheiro, boa parte na casa de Cezário.
Durante o afastamento de Cezário, a federação é presidida interinamente por um dos vice-presidentes eleitos, Estevão Petrallas.
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