Gaeco prendeu 412 pessoas nos últimos 2 anos em MS

De 2022 a 2024, foram realizadas 32 operações pela unidade do MPMS

Em dois anos, entre 2022 e 2024, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), unidade do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), foi responsável por 412 prisões no estado, no contexto de 32 operações.

Codicia: dinheiro em espécie apreendido na casa de alguns dos investigados por esquema criminoso nas delegacias de Ponta Porã (Foto: Gaeco/Divulgação)
Dinheiro em espécie apreendido pelo Gaeco (Foto: Divulgação)



Nesse período, as investigações resultaram em 576 mandados de busca e apreensão. Foram extraídos dados de 531 dispositivos eletrônicos apreendidos em operações próprias e mais 67 aparelhos em apoio a outras instituições públicas.

Os integrantes do Gaeco também atuaram em 72 ocasiões de apoios a Ministérios Públicos de outros estados ou promotorias de Justiça do interior sul-mato-grossense.
Os dados foram divulgados pelo Gaeco, que está entrando em uma nova gestão, de mais dois anos.

Mudanças

Nesse novo período, a composição da unidade vai mudar. Deixam o Gaeco os promotores de Justiça Marcos Roberto Dietz, de Campo Grande. e Luiz Eduardo de Souza Sant’Anna Pinheiro, de Dourados.

Dietz estava no grupo havia 12 anos, como membro mais longevo na história do grupo. Agora, assume a titularidade da 72ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, especializada na área de Saúde.

“Para mim foi uma grande honra integrar o Gaeco. Saio com o sentimento de dever cumprido, eis que sempre procurei dedicar o meu melhor, com muita responsabilidade. Eventuais falhas, inerente a todo ser humano, decorreram principalmente da vontade de ver a justiça prevalecer”, declarou.

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Passam a integrar o Gaeco, os promotores de Justiça Moisés Casarotto, de Campo Grande, e Rosalina Cruz Cavagnolli, de Dourados.

“Com muita dedicação e responsabilidade, espero dar continuidade ao trabalho de excelência feito pelos colegas do Gaco/MPMS em defesa da sociedade sul-mato-grossense, especialmente no combate ao crime organizado e à corrupção”, afirmou Casarotto.

No ano passado, ele atuou no Tribunal do Júri em um julgamento derivado de investigação da operação Omertà, a cargo do Gaeco. Foram condenados os três réus pela execução por engano do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos.

A procuradora de Justiça Ana Lara Camargo de Castro segue na coordenação do Gaego, junto com os demais integrantes, os promotores de Justiça Tiago Di Giulio Freire, Gerson Eduardo de Araujo e Antenor Ferreira de Rezende Neto.