Gaeco vê condenação de Name e comparsas como saldo positivo da Omertà
Condenação de réus pela morte de estudante é fruto de uma das 19 ações penais originadas da Omertà, operação que foi coordenada pelo Gaeco
Na análise do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o júri que culminou na condenação dos três réus pela morte do estudante Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, é um dos “resultados positivos” alcançados pela Operação Omertà.

Desencadeada em setembro de 2019, sob a coordenação do próprio Gaeco e do Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), a ofensiva colocou atrás das grades Jamil Name e Jamil Name Filho, o Jamilzinho, os dois “cabeças” de uma milícia armada que deixou um rastro de sangue por Mato Grosso do Sul.
“O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) considera que, até a presente data, os resultados têm sido bastante positivos, reitera sua confiança no sistema de justiça e ratifica o compromisso de seguir bem servindo à sociedade sul-mato-grossense, na apuração especializada de delitos praticados em contexto de organizações criminosas ou cujas consequências socioeconômicas justifiquem sua atuação”, pontua o órgão.
Conforme o grupo de atuação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), as condenações dos “autores intelectuais e intermediários” da morte do estudante – Jamilzinho, Vladenilson Olmedo e Marcelo Rios – é uma “honrada resposta” da Justiça ao homicídio, cujo processo também é decorrente da operação.
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Os trabalhos investigativos da Operação Omertà resultaram em 19 ações penais contra diversos personagens ligados a crimes de organização criminosa e formação de milícia, extorsão, posse e porte ilegal de armas, jogos de azar dentre outros crimes.
“As ações estão em fases diversas, estando algumas já julgadas em primeira e/ou segunda instância, contendo decisões tanto acolhedoras quanto discordantes (há interposição de recursos) das teses sustentadas pelo Ministério Público”, manifesta o órgão.
Julgamento histórico
Era 9 de abril de 2019, um fim de tarde, Matheus foi executado a tiros por engano enquanto deixava a garagem da casa onde morava com o pai, na Rua Antônio da Silva Vendas, no Jardim Bela Vista. O alvo era justamente o pai dele, Paulo Roberto Teixeira Xavier, ex-ajudante de ordens da família Name, apurou a investigação.
Nesta quinta-feira (19), Jamil Name Filho, o Jamilzinho, foi condenado a 23 anos e seis meses de prisão pelo mando do crime. O policial aposentado Vladenilson Olmedo, e o ex-guarda civil, Marcelo Rios, foram condenados a 21 anos e seis meses e 23 anos, respectivamente, por planejarem a execução.
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