Governo federal vai pagar médicos para exames mentais de Adélio, autor de facada em Bolsonaro
Depen informou que não tinha servidor médico para fazer exames em Adélio.
Detido na Penitenciária Federal de Campo Grande, Adélio Bispo vai passar por novos exames de sanidade mental, ainda em junho, com especialistas de João Pessoa (PB) e Rio de Janeiro (RJ). Os médicos foram contratados depois que a Depen (Departamento Penitenciário Nacional) informou a 5ª Vara Federal sobre a indisponibilidade servidor médico psiquiatra para a realização de perícia médica. Adélio foi quem deu uma facada em Jair Bolsonaro, em 2018.

A última vez que realizou esses procedimentos médicos foi quando chegou na unidade prisional em Mato Grosso do Sul, após ser absolvido da tentativa de homicídio do presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha eleitoral de 2018.
Com o prazo para realizar novamente os exames, o juiz da 5ª Vara Federal, responsável pela execução penal de Adélio Bispo, enfrentou algumas dificuldades para encontrar os especialistas. Primeiro não achou dois médicos psiquiatras que aceitassem realizar a perícia. O magistrado determinou a intimação do diretor do presídio para que informasse a Depen sobre a falta dos profissionais, e obteve mais uma negativa.
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O juiz pediu auxílio à Associação Brasileira de Psiquiatria que forneceu dois profissionais para serem contratados. Atualmente, a justiça aguarda a Depen viabilizar as diárias e passagens aéreas aos profissionais. Quando informada a data da realização da perícia, a DPU (Defensoria Pública da União) e o MPF (Ministério Público Federal) serão intimados.
A reportagem entrou em contato com a Depen e aguarda o retorno.
Absolvição
Em junho de 2019, a Justiça considerou Adélio uma pessoa inimputável por transtorno mental. Na época, determinou que fosse aferida a sanidade mental a cada três anos, para verificar a periculosidade dele. Na decisão, o magistrado decidiu também que ele deveria ficar internado em um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado. No entanto, diante da periculosidade do acusado, Adélio permaneceu no presídio federal de Campo Grande, onde está preso desde o atentado.
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