Grupo protesta contra decisão que prevê desmatamento no Parque dos Poderes

Vale lembrar que a lei que está em vigor proíbe o desmate dentro do Complexo dos Poderes

Grupo de ambientalistas e pessoas contrárias ao acordo sobre obras no Parque dos Poderes, firmado entre MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Governo do Estado e Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), protestaram na manhã deste sábado (20) no próprio Complexo.

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Grupo organizou protesto na manhã deste sábado (20) (Foto Giovanna Dauzacker)

Homologado pelo TJMS (Tribunal de Justiça Mato Grosso do Sul), o acordo permite que 18,6 hectares sejam desmatados para construção de prédios públicos e estacionamento, exceto em área de APP (Área de Preservação Permanente).

No entanto, para a ambientalista Simone Mamede, a questão vai além. “Esse é um microfragmento de cerrado e, independente se é uma unidade de conservação, toda essa região que ainda tem cerrado tem que se manter preservada”, disse ela que estava entre os protestantes.

O tatuador Pablo Monteiro engrossa o discurso. “É surreal derrubar 18 hectares. Todo mundo sabe a importância desse parque para Campo Grande”. O Movimento Popular Preservação da Natureza já havia se manifestado contrário à homologação.

Em carta aberta o grupo considerou a decisão uma espécie de manobra, já que a construção do Palácio da Justiça ocupa 6 hectares dos 18 liberados para desmatamento.

Vale lembrar que a lei que está em vigor proíbe o desmate dentro do Complexo dos Poderes, no entanto, há exceções que permitem a construção em áreas desde que regras sejam obedecidas.

Mas o acordo prevê novos trechos que poderão ser utilizados para construções. O MPMS alega que tais locais não têm mais vegetação nativa. Consultado, o TJMS não se manifestou.

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Comentários (1)

  • Sônia Márcia de Lira Ramos

    Um absurdo, um horror. Um crime contra o meio ambiente. Palácio da Justiça? Será que não há meio de conseguir uma estrutura em outro local? E hoje? Onde funciona? Surreal. Diante do aquecimento global o correto é demolir prédios, principalmente as obras abandonadas, que são muitas e plantar árvores no lugar.