Homem é condenado a 34 anos de prisão por morte de jovens em Tapurah
O crime aconteceu em abril de 2022. Dois jovens trabalhadores, identificados como Riquelme Souza Félix, 22 anos e Joel Pereira da Silva, 26 anos, foram confundidos com integrantes de uma facção criminosa rival e brutalmente executados.
Wellington Santos de Melo foi condenado a 34 anos e dois meses de prisão em regime fechado, pela participação no homicídio de dois jovens trabalhadores em abril de 2022, no município de Tapurah, a 414 km de Cuiabá.
No julgamento realizado na última quarta-feira (21), Wellington foi condenado pelos crimes de duplo homicídio qualificado, corrupção de adolescentes e ocultação de cadáver. Ele não poderá recorrer da sentença em liberdade.

O Primeira Página tenta contato com a defesa.
O crime aconteceu em abril de 2022. Conforme as investigações, dois jovens trabalhadores, identificados como Riquelme Souza Félix, 22 anos e Joel Pereira da Silva, 26 anos, foram confundidos com integrantes de uma facção criminosa rival e brutalmente executados.
Em plenário, o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues defendeu que as provas levam a crer que ocorreu um “tribunal do crime” por parte de integrantes de facção criminosa.
Conforme o membro do Ministério Público, por acreditarem que as vítimas pertenciam a uma facção criminosa rival, elas foram “executadas com crueldade, mediante remoção das cabeças enquanto ainda estavam vivas”. A polícia obteve o vídeo das duas execuções, que ajudaram na identificação dos envolvidos.
No dia 8 de março, outro denunciado pelos mesmos crimes será julgado pelo Tribunal do Júri.
Jovens confundidos com membros de facção
O crime aconteceu em abril de 2022. Riquelme e Joel estavam desaparecidos desde o dia 29 de abril, quando não apareceram na empresa de construção civil, onde trabalhavam.
A partir do registro do desaparecimento, a Polícia Civil iniciou as investigações em busca dos dois jovens. Quando no dia 6 de maio, a delegacia recebeu a informação de que havia dois corpos em uma área de mata, próximo ao limite com o município de Itanhangá, a cerca de 45 km de Tapurah.
Os corpos estavam decapitados, já em decomposição e com mãos e pés amarrados. Após apuração, a Polícia Civil chegou à identificação dos cinco autores do crime, sendo três adultos e dois adolescentes.
A investigação contou com apoio da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa) de Cuiabá, por meio do núcleo operacional de repressão a homicídios praticados por organização criminosa coordenado pelo delegado Caio Albuquerque.
Os suspeitos estavam sendo monitorados com apoio de equipes da Delegacia de Lucas do Verde e da Regional de Nova Mutum. Dois deles foram detidos enquanto trafegavam por uma rodovia da região, em um carro de transporte por aplicativo.
O terceiro alvo foi preso dentro de uma casa que estava sendo usada como esconderijo. De acordo com o delegado de Tapurah, Guilherme Pompeo Pimenta Negri, os suspeitos estavam se preparando para fugir para outro lugar. No local também foram encontradas mochilas com roupas.
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