Homem que recebeu R$ 5 mil para ajudar a matar adolescente é condenado a 16 anos

O MP alegou que Carlos Alexandre da Silva foi pago para ajudar a matar e esconder o corpo de Maiana. Os restos mortais da adolescente foram encontrados em maio de 2012, na região do Coxipó do Ouro

O tribunal do júri declarou que Carlos Alexandre da Silva é um dos culpados pela morte de Maiana Mariana Vilela, de 16 anos, que foi morta asfixiada em 2011. Carlos havia sido condenado em um primeiro julgamento, mas o conselho de sentença entendeu que ele não tinha culpa e o absolveu. O Ministério Público recorreu da decisão e houve um novo julgamento. Encerrado o júri, o réu foi encaminhado à prisão.

Maiana Mariano, de 16 anos, foi morta a mando do namorado em 2011 - Foto: Reprodução
Maiana Mariano, de 16 anos, foi morta a mando do namorado em 2011 – Foto: Reprodução

Carlos Alexandre da Silva foi condenado por homicídio qualificado, mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de asfixia e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O Ministério Público alegou que o mandante contratou Paulo Ferreira Martins para cometer o homicídio mediante o pagamento de R$ 5 mil. Esse, por sua vez, procurou Carlos Alexandre, a quem propôs a parceria na prática do crime com a promessa de repassar a quantia de R$ 2,5 mil, como adiantamento recebeu R$ 1 mil.

“No dia dos fatos, Paulo, Rogério e Carlos Alexandre colocaram o plano homicida em prática. Rogério ficou incumbido de fazer com que a vítima fosse até o local combinado (uma chácara), sob o pretexto de efetuar um pagamento. Assim que a vítima chegou à chácara se deparou com Paulo, o qual anunciou um suposto assalto, a rendeu e a asfixiou, causando-lhe a morte”, diz a sentença, proferida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira.

O MP narra que, em seguida, os réus Paulo e Carlos Alexandre colocaram o corpo de Maiana no assoalho do veículo Fiat Uno, entre os bancos dianteiro e traseiro. Para esconder o corpo jogaram sobre ele umas peças de roupa e foram ao encontro de Rogério, na sua empresa, a fim de informar sobre o homicídio e receber o restante do pagamento combinado.

O Ministério Público narrou que o empresário não efetuou o pagamento naquele momento, com a promessa de que pagaria depois. Em seguida, os homens seguiram para uma região de matagal e deixaram o corpo. A noite, eles voltaram ao local com ferramentas e enterraram Maiana.

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Entenda o caso

O Ministério Público Estadual diz no dia do homicídio, o empresário teria mandado Maiana descontar um cheque de R$ 500 e levar o dinheiro para um chacareiro. Ela foi ao banco com uma motocicleta que tinha ganhado do empresário e, depois, se dirigiu à chácara.

De acordo com o MP, a jovem foi morta na chácara, teve o corpo colocado dentro de um carro e, em seguida, deixado na região da Ponte de Ferro.

Os restos mortais da adolescente foram encontrados no dia 25 de maio de 2012.

A adolescente e Rogério da Silva Amorim mantiveram um relacionamento extraconjugal por aproximadamente um ano e estavam vivendo juntos havia cinco meses, em regime de união estável, quando o assassinato foi cometido.

A ex-mulher do empresário também foi denunciada pelo MPE como participante dos crimes, mas a Justiça considerou que não havia indícios da participação dela.

O corpo de Maiana foi localizado cinco meses depois do crime, e o sepultamento ocorreu sete meses após o desaparecimento e morte da adolescente, no Distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá. Um dos acusados do crime foi quem indicou para a polícia o local onde o corpo havia sido enterrado.

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