Igreja pode ser obrigada a reconstruir casarão histórico demolido em Campo Grande
Antiga 'Vivenda Ignácio Gomes', construída na década de 1920, virou poeira no ano passado
A cobrança pela preservação da histórica “Vivenda Ignácio Gomes”, localizado na região central de Campo Grande, ganhou um novo capítulo na Justiça. A Justiça aceitou uma atualização no processo movido pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), permitindo que os pedidos mudassem após o casarão antigo ser totalmente destruído.

No início do processo, o órgão tentava obrigar a prefeitura de Campo Grande a terminar o tombamento do imóvel e exigia que a atual proprietária, uma igreja, fizesse uma reforma geral.
Construído na década de 1920, o casarão era um dos poucos registros arquitetônicos daquela época na Capital, mas passou anos abandonado e correndo risco de desabar.
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Porém, a situação mudou completamente em maio de 2025, quando o prédio, que ficava na rua Antônio Maria Coelho, foi totalmente demolido. Como já não dava mais para restaurar o que deixou de existir, a 26ª Promotoria de Justiça de Campo Grande mudou a estratégia: agora, exige que os responsáveis reconstruam o imóvel do zero, respeitando o desenho original e todas as características históricas da época.

Ao avaliar a mudança, o juiz concordou com o Ministério Público e destacou que a reconstrução é necessária para responder ao abandono que a estrutura sofreu e garantir uma punição real pelo estrago feito ao patrimônio cultural da cidade.
Agora, os envolvidos devem arcar com a reconstrução do patrimônio histórico que foi derrubado.

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