Irmã de Toni Flor se diz insatisfeita com condenação: "acabou com vida de três crianças"

Ana Claudia Flor, condenada a 18 anos de prisão em regime fechado nesta terça-feira (18) por ser mandante da morte do ex-marido, o empresário Toni Flor, teve um pena baixa em relação a todo transtorno causado por tirar a vida da vítima e deixar as filhas sem pai, avalia a irmã de Toni, Viviane Flor. […]

Ana Claudia Flor, condenada a 18 anos de prisão em regime fechado nesta terça-feira (18) por ser mandante da morte do ex-marido, o empresário Toni Flor, teve um pena baixa em relação a todo transtorno causado por tirar a vida da vítima e deixar as filhas sem pai, avalia a irmã de Toni, Viviane Flor.

Ana Claudia Flor negou que tenha acertado a morte do marido. (Foto: Reprodução)
Ana Claudia Flor negou que tenha acertado a morte do marido. (Foto: Reprodução)

Ao Primeira Página, Viviane diz que saiu arrasada do tribunal. “Para mim, 18 anos é muito pouco. Eu não consegui dormir desde ontem. Ouvir tudo que foi falado no tribunal do júri e achar que a vida do meu irmão vale só 18 anos. Ela vai cumprir um quinto, daqui a pouco ela está solta na sociedade”, lamenta.

O júri popular foi realizado pela 1ª Vara Criminal de Cuiabá. A empresária não poderá recorrer em liberdade.

Toni Flor, de 37 anos, foi assassinado a tiros no dia 11 de agosto de 2020, quando chegava na academia do Bairro Santa Marta, na capital. Ao longo das investigações, a mulher dele confessou ter prometido pagar R$ 60 mil para que os atiradores cometessem o crime.

Viviane diz que Ana deveria também ser condenada por ser estelionatária, já que acredita que ela agiu de forma antecipada para vender os bens da família. “Uma pessoa falar no tribunal do júri que ela vendeu a casa, o teto das filhas, o carro da família, ela vendeu tudo, e sem inventariar? Cadê o Ministério Público que luta pelos direitos dos menores?”, indaga.

“Ela teve coragem de falar que ela tinha direito de 50% e tinha direito a desfazer da parte dela. Ela não podia fazer, isso é estelionato. Tem um ano que eu denunciei ela na delegacia de estelionato. Cadê a resposta?”, questiona.

O júri ouviu testemunhas indicadas pelo Ministério Público, Marcel Gomes de Oliveira, delegado do caso, Leonice da Silva Flor, mãe de Toni, Viviane Aparecida Flor, Aldia Márcia Alez Herter e Glauber Peres Farias. Indicados pela defesa, serão ouvidos também José Luís Ribeiro Salvador, Ana Lúcia Souza Santos Pamella Suellen Macedo Bezerra e Sérgio Tadashi.

Ana Claudia Flor está sendo julgada pelo assassinato de Toni Flor. (Foto: Reprodução)
Toni Flor foi atingido por tiros em frete a sua academia. (Foto: Reprodução)

Investigação da polícia apontaram que a acusada teria interesse na herança do empresário e a tentativa de esconder outros relacionamentos, o que teria motivado o crime.

“Dezoito anos é muito pouco para o que essa mulher fez. Ela acabou com a vida de três crianças, que vão ficar sem pai para o resto da vida”, diz Viviane, que acompanhou todo o julgamento.

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A irmã da vítima ainda alega que a ex-esposa de Toni disse sofrer violência doméstica apenas para tentar driblar a justiça. “Como que uma mulher que sofria violência doméstica, que tinha medo de se separar do marido, mas não tinha medo do marido descobrir os casos extraconjugais?”.

“Eu achei muito pouco, esperava no mínimo 25 anos”, conclui.

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