Jovem vai a júri por matar mulher com pedrada na cabeça em Campo Grande

Edvani Cardoso dos Santos foi assassinada aos 44 anos em meio a uma discussão, no bairro Zé Pereira

A Justiça mandou a julgamento Nederson Henrique Reinaldo da Silva, de 22 anos, assassino confesso de Edvani Cardoso dos Santos, de 44 anos. O crime ocorreu há 2 anos, no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Outro acusado de envolvimento no crime, Jean Augusto Ferreira Correia Arce, de 22 anos, foi inocentado.

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Plenário do Tribunal do Júri, em Campo Grande. (Foto: TJMS)

Ao analisar a denúncia, o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri ressaltou que há “indícios suficientes” da autoria de Nederson no crime. Na madrugada do dia 18 de janeiro de 2022, o acusado assassinou a vítima com uma pedrada na cabeça em meio à uma discussão. Segundo os autos do processo, Edvani era usuária de drogas e morava nas ruas do Zé Pereira.

Apesar de ter permanecido em silêncio no interrogatório judicial, em depoimento à polícia, Nederson confessou o crime, lembrou o juiz. Também pesou contra ele o testemunho da avó dele, que confirmou em juízo que o neto havia lhe dito que jogou uma pedra na vítima, porque ela teria chamado a mãe dele de “vagabunda”.

Nederson será julgado por homicídio qualificado por motivo fútil. Ainda não há data para o acusado sentar no banco dos réus.

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Quanto a Jean, o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) pediu a impronúncia do acusado, ou seja, que ele fosse inocentado pois não haviam provas do envolvimento dele no assassinato.

Em interrogatório à Justiça, Jean afirmou que não agrediu a vítima e, inclusive, tentou impedir que Nederson desse a pedrada fatal na mulher. Por fim, Garcete acatou à indicação do MPE e inocentou o acusado.

O crime

A briga que terminou na morte de Edvani ocorreu por volta das 3h do dia 18 de janeiro de 2022, na rua Liço Barcelos, no bairro Zé Pereira. Conforme a denúncia, a vítima teria xingado e agredido Nederson, causando ferimentos leves no acusado. Em meio à confusão, ele pegou uma pedra e jogou na cabeça da vítima. À polícia, o sobrinho da mulher contou ter escutado a tia pedindo socorro, enquanto tentava entrar em residência na Rua Lico Barcelos. Ao levantar para ver o que estava acontecendo, o familiar da vítima presenciou o crime.

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