Juiz após condenação de Jamilzinho em júri da década: "Página encerrada"
No último dia de julgamento, aconteceu debates entre defesa e acusação, que durou cerca de 9 horas
Após ler a sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que condenou os envolvidos pela morte do estudante de direito Matheus Coutinho Xavier, morto em uma emboscada, em abril de 2019, o juiz Aluízio Pereira afirmou que uma página foi encerrada, após os três longos dias de júri.

“Quando a gente vê que a sociedade dá resposta conforme o caso concreto, a gente vê que o trabalho valeu”, disse o juiz.
Jamil Name Filho foi condenado a 23 anos e seis meses de reclusão por homicídio e posse e porte ilegal de arma de fogo.
Vladenilson Olmedo teve a sentença de 18 anos de reclusão por homicídio mais 3 anos e seis meses definitiva pelo crime de homicídio qualificado e posse ou porte de arma de fogo. Ao todo foram 21 anos e seis meses de reclusão.
Já Marcelo Rios pegou 18 anos de reclusão por homicídio qualificado, mas crime de interceptação foi de 1 ano e seis meses de reclusão mais 3 anos e seis meses por porte e posse de arma de fogo. Ao todo foi condenado a 23 anos de reclusão.

“A gente já vem trabalhando nesse processo há anos desde 2019 e hoje vejo que encerra esse capítulo, relacionado a vítima. A sociedade representada pelos jurados entendeu condenar os acusados pelos crimes propostos de forma que o poder judiciário dá por encerrado esses trabalhos hoje depois de três dias”, conta o juiz.
Por fim, Aluízio disse que se sentiu orgulhoso em representar o interesse da sociedade, quando se faz o que gosta.
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Final
No último dia de julgamento, aconteceu debates entre defesa e acusação, que durou cerca de 9 horas. Os Promotores e assistente de acusação tiveram duas horas e meia cada uma para apresentarem suas teses. Na sequencia, foram mais duas horas para a réplica outras duas para tréplica até a leitura das sentenças.
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