Juíza de MS manda advogado ir se catar e sofre representação no CNJ
Audiência ocorreu em maio e tratava sobre pensão alimentícia de criança de Campo Grande
Advogado de Cuiabá, Rodrigo Pouso, ingressou com representação contra a juíza sul-mato-grossense Cintia Xavier Letteriello Medeiros no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
A magistrada, durante audiência virtual, mandou o profissional ir “se catar” após desentendimento.
Ele alega abuso de autoridade, além de autoritarismo, arbitrariedade e agressão verbal.
A referida audiência ocorreu no dia 16 de maio na 2ª Vara de Família e Sucessões Digital de Campo Grande.
A representação foi protocolada mais de um mês após o episódio. O advogado representava um pai numa audiência referente a pensão alimentícia.
Quando pediu para que a defesa da mãe ilustrasse os gastos com a criança para entrar em possível acordo, no entanto, a juíza informou que a ocasião não era para selar tratados e os ânimos se exaltaram.
A magistrada teria dito que aquela não era forma de precisar o valor a ser pago em pensão alimentícia. Pouso, então, pediu que para ela desse a sentença logo. Foi quando a julgadora disse que “não é o senhor quem manda”.
Vídeo com o trecho da audiência foi publicado no Instagram do advogado e mostra que no calor da discussão, a magistrada diz “Ah, vá te catar, doutor”. Ele pede que a fala seja repetida, a juíza o faz.
Pouso, então, informa que irá representá-la junto ao CNJ. “(Estou) muito preocupada com o seu baixo nível profissional”, ela rebate. “Quero que conste em ata”, diz Pouso sobre a ofensa. “Vai constar em ata nada”.
A reportagem entrou em contato com o TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e Amamsul (Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul) para saber os respectivos posicionamentos sobre o caso e aguarda retorno.
Passado
A sul-mato-grossense tem um histórico de desentendimentos com a classe. Em 2012 recebeu nota de desagravo da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Mato Grosso do Sul) por ter desrespeitado um advogado durante exercício da profissão.
Leia mais
Em 2019, ela deu voz de prisão a um advogado alegando prática de desacato. À época a OAB-MS também ficou contrária à magistrada e acompanhou o caso de perto.
Mais lidas - 1 Audiência no STF: confira cronograma e quem participará de conciliação de disputa territorial entre MT e PA
- 2 STF concede prisão domiciliar humanitária a condenado pelo 8 de janeiro
- 3 Justiça nega soltar médico preso por morte da namorada de 15 anos; defesa alega superlotação carcerária
- 4 Justiça nega Enem a autor da Chacina de Sorriso para reduzir pena por furto
- 5 Após batalha judicial, macaco Guerreiro voltará para família que o salvou em MT
- 1 Audiência no STF: confira cronograma e quem participará de conciliação de disputa territorial entre MT e PA
- 2 STF concede prisão domiciliar humanitária a condenado pelo 8 de janeiro
- 3 Justiça nega soltar médico preso por morte da namorada de 15 anos; defesa alega superlotação carcerária
- 4 Justiça nega Enem a autor da Chacina de Sorriso para reduzir pena por furto
- 5 Após batalha judicial, macaco Guerreiro voltará para família que o salvou em MT