Acusado de matar ex-jogador da seleção de vôlei é julgado em Cuiabá

Podendo durar mais de 10 horas, julgamento do empresário acusado de matar ex-jogador ocorre com depoimentos e forte esquema de segurança no Fórum de Cuiabá.

O julgamento do empresário Idirley Alves Pacheco, de 40 anos, acusado de matar o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 46 anos, começou nesta terça-feira (14), no Fórum de Cuiabá. O caso é analisado pelo Tribunal do Júri e a expectativa é de que a sessão dure cerca de 10 horas, com decisão ao final dos trabalhos.

Juri acusado matar ex jogador de volei
Novas testemunhas devem ser ouvidas ao longo do julgamento com conclusão prevista para ainda esta terça-feira (14). – Foto: TJMT

Ao longo do dia, nove testemunhas estão sendo ouvidas, além do interrogatório do réu. O Conselho de Sentença é formado por sete juradas. A sessão é presidida pela juíza Mônica Catarina Perri, da 1ª Vara Criminal da Capital.

Até o momento, três testemunhas já prestaram depoimento: os delegados Rogério Gomes Rocha e Caio Fernando Álvares de Albuquerque, além da ex-mulher do acusado, Dalat Rodrigues Cavalcante.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes e teria sido premeditado. A acusação sustenta que a vítima foi atraída sob um pretexto, rendida dentro do próprio veículo e morta com disparos de arma de fogo.

Relembre o caso

Na noite do dia 10 de julho de 2025, Everton foi morto a tiros dentro de uma caminhonete VW Amarok, nas proximidades do posto Bom Clima, em Cuiabá. Inicialmente, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de acidente envolvendo o veículo da vítima e uma caminhonete Ford F-350.

No local, os policiais constataram que o condutor da Amarok havia sido atingido por disparos de arma de fogo. Testemunhas relataram que o atirador estava dentro do veículo com a vítima. Após os tiros, o suspeito desceu da caminhonete e fugiu em outro carro.

Veja o vídeo:

No registro é possível ver toda movimentação que culminou na morte do ex-jogador, ainda próximo ao posto de combustível. – Vídeo: Reprodução

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas constatou a morte ainda no local. A área foi isolada para os trabalhos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Oficial (Politec).

As investigações da Polícia Civil apontaram que Everton mantinha relação próxima com o suspeito e com a ex-mulher dele, com quem iniciou um relacionamento amoroso, o que teria motivado o crime.

Conforme o inquérito, Idirley apresentava comportamento possessivo e não aceitava o fim do relacionamento, situação que já havia levado a registros de ocorrência e pedido de medidas protetivas por parte da ex-companheira.

Ainda segundo a apuração, no dia do crime o empresário teria atraído a vítima com o pretexto de ajuda para esconder um veículo. Durante o trajeto, Everton foi rendido e obrigado a dirigir até colidir com outro carro. Em seguida, foi atingido por três disparos.

Após o fim das investigações, Idirley foi indiciado por homicídio qualificado. Ele chegou a confessar o crime após a prisão, mas negou motivação por ciúmes, alegando suposta extorsão por parte da vítima, hipótese que não foi confirmada pelas investigações.

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