Justiça adia fim da coleta de lixo para empresas em Campo Grande
Medida estava prevista para iniciar nesta sexta-feira, após acordo entre Solurb e Ministério Público
A decisão que colocaria fim à coleta de lixo para grandes geradores, em Campo Grande, foi adiada pela Justiça nesta quarta-feira (30). A medida passaria a valer a partir de sexta-feira (1), após acordo entre Solurb e MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Após audiência de custódia, a Justiça estendeu, por mais 30 dias, o prazo dado inicialmente no acordo. Dessa forma, o serviço continuará sendo prestado à empresas, hospitais e indústria até o dia 31 de agosto.
O pedido da suspensão foi feito pela Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), que alegou mais tempo para que os empresários possam se preparar para contratar uma empresa responsável pela coleta.
“Várias situações não podem ser tratadas no âmbito do processo, porque ele já foi transitado e julgado, mas há necessidade de um prazo mais elástico para, junto com o Ministério Público, nós vermos alternativas para que os grandes geradores não sejam prejudicados”, alegou um representante da Federação.
Fim do serviço
A finalização da prestação de serviço por parte da Solurb, empresa responsável pela coleta de resíduos sólidos na capital, se deu através de um acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
Locais considerados como grandes geradores, como condomínios voltados à atuação comercial, empresas e indústrias, serão responsáveis pela coleta e destinação dos próprios resíduos sólidos.
À reportagem, o superintendente da Solurb, Élcio Terra, explicou como a medida será aplicada às empresas.
“Todo gerador que gerar resíduos em quantidade maior volumétrica a 100 litros e em quantidade de peso maior do que 50 quilos é um grande gerador. Então ele pode ser um bar, pode ser um restaurante, pode ser um supermercado, pode ser qualquer atividade econômica”, disse.
Terra ressaltou, ainda, que condomínios residenciais, apesar de gerarem grande quantidade de resíduos, são classificados como coleta domiciliar e, por isso, não serão impactados.
“Você pega aquela quantidade de resíduos, que realmente na hora de coletar é maior, mas quando você divide pelas unidades domiciliares, ou seja, as moradias, aí você chega numa conta que é menor na produção de resíduos, que ela é menor a 100 litros ou a 50 quilos por dia”, pontuou.
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