Justiça condena envolvidos na morte de padre; penas somam 26 anos

Alexsandro da Silva Lima foi assassinado com golpes de marreta e de faca no dia 14 de novembro de 2025.

Pouco mais de oito meses depois do assassinato do padre Alexsandro da Silva Lima, a Justiça condenou dois dos envolvidos no roubo e morte do sacerdote em Dourados. Leanderson de Oliveira Júnior, autor direto do crime, foi sentenciado a 22 anos de prisão em regime fechado, já João Victor Martins Vieira, preso por ajudar a esconder o corpo, recebeu uma pena de 4 anos.

padre Dourados 1
Padre Alexsandro Lima da Silva (Foto: Redes Sociais)

Alexandre era o responsável pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Douradina. Ele foi morto com golpes de marreta e de faca no dia 14 de novembro de 2025. Segundo a polícia, cinco pessoas participaram do crime. Leanderson foi preso logo após o assassinato e permaneceu na cadeia ao longo de todos esses meses.

João foi detido na época do crime, ganhou liberdade em audiência de custódia, mas descumpriu determinação judicial e por isso, voltou a prisão em janeiro.

Agora, ambos foram condenados.

Na decisão, o juiz classificou o crime como extremamente grave e reforçou que houve premeditação, violência dentro da residência do religioso e uma ação organizada para apagar provas e dificultar o trabalho da polícia.

Na sentença, o magistrado destacou que as provas reunidas durante a investigação confirmam a participação de cada um nos crimes. Entre elas estão os laudos periciais, as mensagens encontradas nos celulares e as confissões dos envolvidos. O juiz também rejeitou a versão apresentada por Leanderson, de que teria reagido a uma suposta tentativa de abuso.

Leanderson, que já está preso, foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado por roubo seguido de morte, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menores. João Victor foi sentenciado a quatro anos de reclusão e seis meses de detenção por furto qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menores. Como a pena deve ser cumprida em regime aberto, ele teve a prisão preventiva revogada.

A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

O crime

Faca utilizada para matar padre (Foto: Moisés Conquista)
Faca utilizada para matar padre (Foto: Moisés Conquista)

Alexandre foi morto com golpes de marreta e de faca no dia 14 de novembro do ano passado.

Depois das agressões, o corpo do padre foi abandonado em uma área de mata no Distrito Industrial.

De acordo com as investigações, Leanderson de Oliveira Junior, de 18 anos, e o comparsa, de 17 anos, escolheram o sacerdote como vítima apenas para roubar o carro dele, que no momento do assassinato já estava negociado com comprador no Paraguai. Ele pagaria R$ 40 mil pelo veículo.

Os suspeitos foram presos enquanto andavam no carro do padre pela cidade.

Presos, eles confessaram ter premeditado o crime, mas não sabiam que o Alexsandro era padre.

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