Justiça condena homens que mataram adolescentes por engano no Aero Rancho
Os jovens, ambos de 13 anos, foram assassinados por engano, durante uma briga entre os acusados do crime
O 2º Tribunal de Justiça de Campo Grande condenou três homens pelas mortes de dois adolescentes e pela tentativa de homicídio de uma terceira pessoa, em maio do ano passado. Os jovens, ambos de 13 anos, foram assassinados por engano, durante uma briga entre os acusados do crime.
As penas somam mais de 60 anos de reclusão.

As vítimas, Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz Grizahay, foram mortas no meio de um tiroteio na rua Flor de Maio.
De acordo com o boletim de ocorrência, dois dos acusados estavam em uma moto preta e passaram atirando na rua com o intuito de matar um jovem, que vendia drogas próximo à esquina em que as vítimas estavam sentadas.
O rapaz correu em direção aos adolescentes e os tiros que eram para atingi-lo acabaram acertando Aysla e Silas.
Pelos crimes, foram julgados: Kleverton Bibiano Apolinário da Silva, Nicollas Inácio Souza da Silva, Rafael Mendes de Souza e George Edilton Dantas Gomes.
O júri durou o dia inteiro e condenou três dos réus: Kleverton, Nicollas e Rafael. George Edilton foi absolvido.
De acordo com a decisão, Nicollas, autor dos disparos, foi o único considerado culpado pela morte dos dois adolescentes. Ele foi condenado a 15 anos pela morte de Silas, 15 anos pela morte de Aysla e 10 anos pela tentativa de homicídio do verdadeiro alvo do crime, um total de 43 anos e 20 dias de reclusão e 25 dias-multa.
Kleverton, o mandante do crime, foi condenado a 14 anos de reclusão apenas pela tentativa de homicídio do homem que era alvo dos tiros. Rafael foi condenado pelo mesmo crime e por receptação, já que a moto usada pelos pistoleiros foi encontrada com ele e era furtada. A pena foi de 11 anos.
Os réus ainda foram sentenciados a pagar indenização por dano moral mínima à vítima que sobreviveu, no valor de R$ 5 mil, e aos familiares de Aysla e Silas no valor de R$15 mil.
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