Justiça descarta pedido de liberdade de militar que matou motociclista em Campo Grande
Defesa tenta liberdade de Victor Vicentin alegando que o militar trata depressão
A Justiça desconsiderou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do militar Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, preso pela morte da motociclista Miriam Rosa Matos, de 44 anos, em Campo Grande.

Isso porque, segundo decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), a solicitação foi protocolada antes da audiência de custódia que converteu a prisão em flagrante do militar em preventiva.
Assim, o pedido antigo ficou ultrapassado e, por isso, sequer foi analisado. Agora, a defesa terá de fazer um novo pedido de liberdade do militar. Enquanto isso, a Justiça aguarda o envio do inquérito policial para dar continuidade ao processo.
Entre os argumentos apresentados pela defesa para a soltura de Victor Vicentin está o fato de que ele toma medicação para controlar a depressão e já teria tentado suicídio.
A defesa também questiona a tipificação do caso como homicídio simples com dolo eventual. Segundo o habeas corpus, a ocorrência inicialmente teria sido registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor, sendo posteriormente reenquadrada pela Polícia Civil.
A prisão do militar
Victor está preso desde sábado (20), quando atingiu a motocicleta pilotada por Miriam no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, na região central de Campo Grande. Victor dirigia uma caminhonete S10 sob efeito de álcool e estava fugindo de outro acidente quando avançou o sinal vermelho do semáforo, perdeu o controle da direção e matou a vítima. Veja o momento do acidente.
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