Justiça federal nega liberdade a policial que vendeu vapes desviados

A decisão foi proferida nessa quinta-feira (8) pela juíza federal Franscielle Martins Gomes Medeiros

O policial civil Augusto Torres Galvão Florindo, preso por negociar cigarros eletrônicos apreendidos pelo Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), vai continuar preso.

A decisão foi proferida nessa quinta-feira (8) pela juíza federal Franscielle Martins Gomes Medeiros, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, em resposta a pedido feito pela defesa do policial em dezembro, durante o plantão judicial.

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Augusto Torres está preso desde novembro (Foto: Divulgação PCMS)

No fim do ano passado, Augusto foi denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção passiva, mas, quando foi preso, em novembro, também era suspeito de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A “redução” de crimes pela acusação motivou o pedido de liberdade do policial.

O juiz de plantão até analisou o caso, mas entendeu que não tinha fatos novos que motivassem a liberdade durante um plantão. Com o retorno do expediente judiciário, o pedido foi enviado para a juíza Franscielle.

Na decisão, a juíza manteve a prisão de Augusto por entender que ele oferece “perigoso risco à ordem pública”, já que usou o cargo público para cometer crimes.

“O que se extrai dos autos é que a colocação em liberdade de AUGUSTO TORRES GALVÃO FLORINDO acarreta, sim, claro, concreto e perigoso risco à ordem pública. Com efeito, a denúncia narra que, valendo-se de seu cargo público de investigador de polícia civil, AUGUSTO teria vendido a MARCELO, corréu no processo principal, cigarros eletrônicos “apreendidos” — o que aparentemente não se deu no desenrolar de ação policial, mas de forma clandestina — e que ao menos parte do dinheiro apreendido consigo, por ocasião do flagrante, seria proveniente do “acerto” dessa empreitada.

Trecho da decisão

No dia da prisão, Augusto receberia R$ 130 mil do contrabandista Marcelo Raimundo da Silva pela carga de cigarros eletrônicos que desviou da delegacia especializada. Ele ainda confessou que entregaria R$ 20 mil para o comparsa que trouxe iPhones do Paraguai.

Todos os detalhes da prisão, segundo a juíza federal, comprovam que o policial civil, que hoje está afastado do cargo, possivelmente está inserido em contexto criminoso “complexo, sofisticado e com o envolvimento de outras pessoas”.

“De qualquer maneira, mesmo que o requerente tenha sido denunciado apenas pelo delito de corrupção, a gravidade concreta da conduta é evidente e, por isso, quaisquer medidas cautelares diversas da prisão seriam insuficientes para salvaguardar a paz social.”

Trecho da decisão

Augusto está preso desde o dia 28 de novembro. Além dele, Marcelo Raimundo da Silva e a esposa, Ana Cláudia Olazar, também respondem ao processo, mas pelo crime de corrupção ativa, com concurso de pessoa.

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