Justiça manda ALMT votar projeto sobre reajuste de servidores do Judiciário na próxima sessão sob pena de multa diária de R$ 50 mil
A proposta do reajuste é de autoria do próprio Tribunal de Justiça e foi aprovada na Assembleia Legislativa, mas vetada pelo ex-governador Mauro Mendes (UB) em novembro do ano passado.
O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Márcio Vidal, emitiu um mandado de intimação urgente, nesta quarta-feira (2), ordenando que o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), coloque em pauta a votação do veto ao reajuste salarial dos servidores do Poder Judiciário.

A decisão exige que a votação ocorra de forma aberta na próxima sessão legislativa, sob multa de R$ 50 mil e limitada ao teto de R$ 1 milhão. O reajuste para todos os servidores é de 6,8% e é previsto em um projeto de lei proposto pelo próprio Tribunal de Justiça, sob a presidência do desembargador José Zuquim Nogueira.
A proposta baseou-se em um estudo orçamentário, no qual se comprovou que a corte possuía R$ 42 milhões provisionados para o exercício de 2025. Esse valor, segundo o projeto, permitia um aumento para todas as classes e níveis do órgão, alterando uma lei estadual de quase 20 anos que rege a carreira dos servidores.

O Primeira Página procurou a assessoria de comunicação do deputado Max Russi e foi informado que ele se manifestará em breve.
O magistrado ainda negou pedidos de intervenção de outras associações, como da Associação dos Servidores do Poder Judiciário (Aspojud).
A proposta foi enviada à Casa de Leis em setembro do ano passado e aprovada em segunda votação em novembro do mesmo ano, na 77ª sessão. No entanto, foi vetada totalmente pelo então governador Mauro Mendes (UB) no dia 24 de novembro de 2025.
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