Justiça mantém pena de 44 anos de “viúva negra” por mortes de marido e amante

Além de Cléia, foram condenados Adriano dos Santos, a 13 anos de prisão, e José Graciliano dos Santos, a 16 anos de prisão, pela participação na morte do amante dela

O Tribunal de Justiça manteve a pena de 44 anos de prisão de Cléia Rosa dos Santos Bueno. Ela havia recorrido da sentença, mas o MP-MT (Ministério Público Estadual) se manifestou pela manutenção da sentença.

cleia
Cléia e o marido, Jandirlei Alves Bueno, de 39 anos (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Conhecida como “Viúva negra”, Cléia recebeu a pena de 44 anos e nove meses de reclusão pelas mortes do marido Jandirlei Alves Bueno e do amante Adriano Gino, além da ocultação de cadáver da segunda vítima.

Além dela, os comparsas Adriano dos Santos e José Graciliano dos Santos foram condenados pela morte e ocultação de cadáver, a 13 anos e seis meses e a 16 anos, sete meses e 15 dias de reclusão, respectivamente.

Atuaram no júri os promotores de Justiça Carina Sfredo Dalmolin, de Sinop, e Luiz Fernando Rossi Pipino, de Sorriso. Os três foram condenados em julho do ano passado, após três dias de julgamento. A sentença foi confirmada nesta semana.

Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso, em outubro de 2016, a mando de Cléia Rosa Bueno, o amante Adriano Gino matou o marido dela, Jandirlei Bueno, com golpes de faca.

Leia mais

  1. Familiares procuram por idoso que sumiu há mais de 24 horas em Cuiabá

  2. VÍDEO: Carreta sem freio destrói muro e acaba dentro da cozinha de uma casa em MT

  3. Justiça determina que instituto forneça dados sobre venda de agrotóxicos em MT

  4. Mais de 140 kg de drogas são apreendidos em menos de 24 horas em MT

Em dezembro de 2017, também a mando da mulher, que pretendia ocultar o crime anterior, mataram o amante Adriano Gino, com golpes de enxada.

Segundo apurado durante as investigações, o casal Cléia Rosa e Jandirlei passava por uma crise conjugal quando ela facilitou a entrada do amante em casa para assassinar o marido, simulando um latrocínio.

Com o falecimento do marido, Cléia Rosa e Adriano Gino passaram a morar juntos e, após alguns meses, a relação estremeceu e ele passou a ameaçá-la em caso de separação.

Assim, tempos depois ela dopou o companheiro e acionou Adriano dos Santos e José Graciliano para matá-lo enquanto dormia.

FALE COM O PRIMEIRA PÁGINA

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso, clique aqui. Curta o nosso Facebook e siga a gente no Instagram.