Justiça mantém prisão de advogado investigado por lavagem de dinheiro em MT
Rodrigo da Costa Ribeiro foi preso durante a Operação Efatá, que desarticulou um esquema milionário de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 500 milhões para sustentar uma facção criminosa.
A Justiça de Mato Grosso converteu a prisão em flagrante do advogado Rodrigo da Costa Ribeiro em preventiva. Ele passou por audiência de custódia após ser preso, nessa quarta-feira (3), no condomínio de luxo Brasil Beach Resort, em Cuiabá, durante a Operação Efatá, que desarticulou um esquema milionário de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 500 milhões para sustentar uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas.
Rodrigo teria movimentado, aproximadamente R$ 4,5 milhões entre 2021 e 2024, sem comprovação fiscal, segundo o delegado responsável pelo caso, Wilson Cibulskis Júnior.

Contra o advogado, seriam cumpridos apenas mandados de busca, bloqueios de bens e bloqueio bancário, mas ele foi preso em flagrante após ser encontrado com munições e um simulacro de arma de fogo.
Conforme as investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (Denarc), Rodrigo fazia parte do esquema contínuo e altamente sofisticado de ocultação de valores, envolvendo empresas de fachada, contas bancárias em nome de laranjas e pessoas jurídicas diretamente conectadas ao núcleo criminoso.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) informou que instaurou um processo de suspensão preventiva em face do advogado, por decisão do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), imediatamente após “ter ciência das graves acusações que pesam contra ele e atentam contra a dignidade da advocacia”.
O órgão também disse que irá solicitar informações à Segurança Pública, para tomar demais providências cabíveis. O Primeira Página tenta localizar a defesa de Rodrigo.
A operação
Para bloquear a estrutura financeira da facção, a Polícia Civil cumpriu 148 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá. Entre as medidas estão:
- 34 mandados de busca e apreensão domiciliar
- 40 medidas cautelares diversas de prisão
- 40 bloqueios de contas de pessoas físicas
- 19 bloqueios de contas de pessoas jurídicas, somando até R$ 41,2 milhões
- Sequestro de imóveis e 15 veículos pertencentes ao grupo
Além da capital, as ações ocorreram também em Várzea Grande, Água Boa, Sinop, Primavera do Leste e também no Mato Grosso do Sul, com apoio de equipes da DAE, GCCO/Draco, Deccor, Dema, Defaz, diretorias Metropolitana e do Interior, além de delegacias das cidades envolvidas. A OAB-MT acompanha os procedimentos relacionados a advogados investigados, conforme prerrogativa legal.



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