Justiça mantém prisão de médica suspeita de lavar R$ 10 milhões do tráfico
A investigada atuava como operadora financeira do esquema e repassava valores a liderança ligada ao tráfico de drogas.
A juíza Cláudia Anffe Nunes da Cunha, do Núcleo de Garantias de Sinop (MT), determinou a continuidade da prisão da médica Naiara Batistello Barbosa, de 38 anos, detida na manhã desta quinta-feira (26) em Nova Santa Helena (MT). A ordem atende a um mandado expedido pela 5ª Vara Regional do Juízo das Garantias do Tribunal de Justiça da Paraíba.
Segundo as investigações, Naiara é suspeita de ter movimentado mais de R$ 10 milhões supostamente ligados ao tráfico de drogas. A apuração aponta que os valores teriam sido recebidos pela médica e posteriormente repassados a uma liderança do esquema que estaria atualmente na Paraíba.

Após a prisão, Naiara passou por audiência de custódia. No depoimento, afirmou que não sofreu qualquer tipo de abuso ou violência por parte dos policiais no momento da detenção. Já o Ministério Público e a defesa não apresentaram pedidos durante a sessão.
Com isso, a magistrada determinou a comunicação formal ao juízo do Tribunal de Justiça da Paraíba e manteve a prisão da investigada. Também foi autorizada a coleta biométrica e o registro da custodiada no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.
Operação Argos
A médica foi presa no âmbito da Operação Argos e é apontada pela Polícia Civil como integrante de um núcleo financeiro ligado a uma organização criminosa. Conforme a investigação, o grupo atuaria no transporte interestadual de drogas, na distribuição e na lavagem de dinheiro.
Os investigadores afirmam que Naiara teria funcionado como um “hub” de liquidez na região de fronteira. Formada em uma universidade na Bolívia, em 2023, ela teria recebido mais de R$ 10,9 milhões ao longo de 29 meses.
Além dela, outra investigada por operar a lavagem de dinheiro é Giovanna Parafatti, ex-bancária com conhecimento do sistema financeiro. Segundo a apuração, ela teria movimentado mais de R$ 15 milhões por meio de uma holding familiar e da empresa de fachada G Parafatti S Administrativos.
A polícia aponta ainda que familiares seriam usados para pulverizar recursos e adquirir veículos esportivos para a cúpula da organização criminosa.
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