Justiça vai definir em qual presídio Ricardo Moon cumprirá pena
O PRF está em uma cela do Garras e aguarda a decisão do juiz da 1ª Vara de Execução Penal para ser transferido
Ricardo Hyun Su Moon, o PRF (policial rodoviário federal) aguarda decisão da justiça para saber onde vai cumpri a pena de 23 anos e 4 meses pela morte do empresário Adriano Corrêa do Nascimento. Ele está em uma cela do Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) desde de sábado, dia 23 de julho, quando se entregou a polícia para cumprir ordem judicial que determinou sua prisão definitiva.

Moon foi julgado em 2019 por matar Adriano na madrugada do dia 31 de dezembro de 2016, durante uma “confusão” no trânsito. Desde então, a defesa recorre da decisão dos jurados. Como na sentença o policial ganhou o direito de aguardar em liberdade o desfecho do processo, mesmo condenado pelo crime, ele continuou soltou.
Na sexta-feira, dia 22 de julho, a justiça determinou a prisão de Moon. Isso porque o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida entendeu que todos os recursos apresentados pela defesa do policial estavam adiando a punição pelo homicídio. Com a ordem judicial, o condenado se entregou no dia seguinte ao GARRAS (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).
Nesta segunda-feira, 25 de julho, Moon ainda está na cela da delegacia especializada, sob custódia da Polícia Civil. A reportagem apurou que o “futuro” dele será definido pelo juiz da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande. Ao longo do dia, o magistrado deve indicar para qual presídio o policial será enviado para começar efetivamente cumprir a pena.
Pela manhã, Ricardo ainda passou por audiência de custódia e foi ouvido pelo mesmo juiz que determinou sua prisão. A intenção era confirmar se o preso não teve os direitos desrespeitados pelos investigadores e se não foi agredido na cadeia.
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A morte de Adriano
Adriano foi morto a tiros após discussão no trânsito. Moon estava a caminho do trabalho, quando teria sido fechado pela caminhonete conduzida pelo empresário, em trecho na avenida Ernesto Geisel, no centro de Campo Grande.
Na caminhonete de Adriano também estavam Aguinaldo Espinosa e o enteado dele, Vinícius Cauã Ortiz. À época, o policial disse ter pensado que se tratava de um atentado e, por esse motivo, decidiu descer do carro e atirar.
O policial foi recolhido à viatura da Polícia Militar e chegou a ficar preso, mas foi liberado pouco depois mediante algumas restrições. Ele continuou atuando na área administrativa da PRF.
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Comentários (1)
E em que pé está o processo administrativo disciplinar contra o PRF Moon?