Lei da Dosimetria: aplicação é suspensa por Alexandre de Moraes
Ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 terão que aguardar o STF decidir se a lei é válida
A aplicação da Lei da Dosimetria foi suspensa. Decisão deste sábado (9) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, vale para pedidos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e terá validade até que o plenário da Corte julgue o mérito das ações contrárias à legislação.

Moraes, que foi sorteado para ser relator de ações que questionam a validade da Lei da Dosimetria, firmou o entendimento ao analisar o caso de Nara Faustino de Menezes, condenada por participação nos atos de 8 de janeiro e que queria a aplicação da Lei 15.402/2026 promulgada na sexta-feira (8), após o Congresso Nacional derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A legislação tornada válida pelos congressistas estabelece a redução das penas de condenados pelo 8 de janeiro. A suspensão da aplicação atinge diretamente quem já pediu a revisão e indiretamente os demais condenados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que deverão obter a mesma decisão caso apresentem um pedido a partir de agora.
O ministro argumentou que não poderia começar a julgar os pedidos de redução das penas com base na nova lei, uma vez que existem ações tramitando no STF que questionam a validade do texto.
A pena menor para os condenados é questionada por duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs): a 7966 e 7967, que foram ajuizadas na sexta-feira (8) pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação partidária PSOL-Rede.
“A superveniência de interposição de ação direta de inconstitucionalidade e, consequentemente a pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade, configura fato processual novo e relevante, que poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela Defesa, recomendando a suspensão da aplicação da lei, por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”, escreveu.
Alexandre de Moraes determinou ainda que a execução penal deverá prosseguir integralmente, mantidas todas as medidas anteriormente determinadas.
Na sexta-feira, Moraes concedeu o prazo de cinco dias para que a Presidência da República e o Congresso Nacional se manifestem sobre a Lei da Dosimetria.
Na sequência, os autos serão enviados à Advocacia-Geral da União (AGU) e, depois, à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terão prazo de três dias cada para se manifestar.
*Com informações da Agência Brasil
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