Lobista envolvido em venda de sentença deixa cadeia e vai para prisão domiciliar
O ministro substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar em Primavera do Leste (MT), a cerca de 234 km de Cuiabá.
O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como peça-chave em um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi autorizado a deixar a prisão por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão atendeu a um pedido da defesa e contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, o ministro substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar em Primavera do Leste (MT), a cerca de 234 km de Cuiabá.
Segundo os advogados, Andreson apresentou grave piora em seu estado de saúde durante os oito meses em que esteve preso, o que motivou o pedido de liberdade.
Ele foi detido preventivamente em 26 de novembro de 2024, no âmbito da Operação Sisamnes, que apura um esquema criminoso de venda de sentenças envolvendo advogados, empresários, lobistas, servidores e magistrados. Andreson é acusado de intermediar decisões favoráveis mediante pagamento de até R$ 100 mil a servidores e assessores de ministros.

Entre os investigados na mesma operação estão os desembargadores mato-grossenses Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, suspeitos de envolvimento no esquema que teria beneficiado o advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá.
As investigações seguem em curso e correm sob sigilo no STF.
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